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Horta da Partilha

Mais fotos da Horta da Partilha no nosso álbum no Facebook
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Desde o início de 2015 que estamos a cuidar de uma horta em regime de agricultura natural e permacultura, perto da Arca d’Água no Porto.

O convite foi feito por Sara Alves aos “prossumidores” do projecto AMEP – Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade – uma rede de consumo, produção e distribuição de alimentos transacionados na moeda Ecosol, que a Moving Cause começara a dinamizar em Novembro de 2014.

A Horta da Partilha trazia a possibilidade ao grupo de alargar a sua capacidade de auto-produção, podendo assim introduzir hortícolas na AMEP e no circuito de economia e moeda solidária do Porto. Formou-se então o grupo dos “Hortários”.

A primeira grande investida colectiva aconteceu no início de Abril de 2015, com o plantio de cerca de mil pés de hortícolas com certificado bio, da Biobrotar. Seguiram-se meses de cuidado com as crias, escalonamento de regas, novas plantações, colheitas e partilha dos excedentes, muitas vezes fazendo trocas com recurso à moeda ECOSOL.

cabaz

A primeira Assembleia dos Hortários tomou lugar no final de Junho de 2015. Desde o início do nosso envolvimento com este pedaço de terra, temos experimentado vários modelos de auto-gestão da horta comunitária, com maior ou menor grau de sucesso, envolvimento, terra nas unhas, fertilidade, imaginação, abundância….

Enquanto isso, a terra é generosa: as plantas continuam sempre a crescer.

Queres participar?
Lê a Carta de Princípios abaixo.
Envia um email para amep@movingcause.org.
Mais informação:
As actas das assembleias estão disponíveis para consulta.
Ouve sobre a Horta da Partilha no programa de rádio O SOM É A ENXADA.
Vê as fotos da Horta da Partilha no Facebook.

Carta de Princípios da Horta da Partilha

A Horta da Partilha situa-se numa Quinta agrícola, com mais de 15 anos de pousio, e será aproveitada e preservada em todos os seus recursos naturais.

A Quinta é propriedade privada e foi cedida para ser usada com a responsabilidade e direcção de Sara Alves.

O proprietário da Quinta poderá, quando entender, recusar essa cedência avisando com o tempo necessário para que seja feita a colheita dos produtos plantados.

A Quinta é um lugar para trabalhar em grupo onde se partilham conhecimentos e onde se pratique essencialmente agricultura natural, não sendo permitido o uso de agrotóxicos e OGMs.

Os intervenientes (Hortários) deverão saber respeitar e preservar o espaço que lhes foi atribuído (previamente acordado com a Sara Alves) e nunca intervir sem autorização em espaços reservados e não acordados.

A Horta da Partilha, no início do ano de 2015, cedeu a sua zona de hortas (zona 1, descrita no ponto seguinte) ao grupo de Hortários, do projecto AMEP (da associação Moving Cause), que se comprometeu a cultivá-las e tratá-las convenientemente segundo os princípios da agricultura natural.

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Zonamento da quinta:

Zona 0 – Casa + Eira

Zona 1 – Hortas, aromáticas e galinheiros

Zona 2 – Pomar

Zona 3 – Cultivos de pouca extensão

Zona 4 – Culturas extensivas

Utilização da Horta da Partilha

  • Os Hortários trabalham e utilizam os espaços acordados entre todos e com a Sara Alves.
  • A utilização do espaço é sempre colectiva e em prol dos Hortários.
  • Os trabalhos são colectivos.
  • Todas as plantações são para ser “utilizadas” pelos Hortários.

Pagamentos Hortários

  • Cada vez que se atingir o saldo de 100 ecos na conta dos Hortários, faz-se o pagamento aos Hortários em função das horas trabalhadas+investimentos

Registos horas de trabalho

O registo de horas de trabalho estará disponivel:

  • em papel na estufa da Horta e o reponsável compromete­-se em atualizar o registo on­line no final de cada mês.
  • on-line na área partilhada (Google docs) das hortas da AMEP

Venda de produtos

  • Os produtos da Horta só poderão ser vendidos mediante aviso prévio de algum Hortário e na presença de algum Hortário.
  • O Hortário que for responsável por essa venda, será responsável (pode delegar a fuinção a outra pessoa, mas a responsabilidade é sua): pela colheita, entrega, cobrança / confirmação do pagamento dos produtos vendidos e registo da transação (em documento a elaborar).
  • Todos os Hortários têm acesso à conta dos Hortários na Ecossol.

Reuniões dos Hortários

  • Mensalmente realiza-se a Assembleia dos Hortários (em local, data e hora a definir) para definição do plano de trabalhos do mês seguinte e para discussão de outros assuntos.

Falas “transicionês”?

hand languages

Adaptado a partir do artigo publicado no website da Transition Network com o anúncio do projecto: Dreaming in Tongues – a multi-lingual adventure begins.

Começamos uma nova aventura! Ao longo deste ano estaremos a trabalhar com a Transition Network num projecto que pretende alavancar e expandir a capacidade de tradução de conteúdos da rede. Conheçam o projecto “Transicionês”.

Desde a criação da primeira “Cidade em Transição” no Reino Unido, em 2006, até aos dias de hoje, o movimento já se alastrou por mais de 50 países, formando uma rede internacional de iniciativas locais dedicadas à resiliência da comunidade, à sustentabilidade ambiental e energética e a uma cultura humana saudável.

Nos últimos 10 anos, a Transition Network publicou variadíssimos materiais que documentam, fundamentam e demonstram o fantástico trabalho que está a ser feito um pouco por todo o mundo. Diariamente são produzidos artigos, vídeos, livros, relatórios, podcasts, etc. Alguns em línguas que se escrevem da esquerda para a direita, outros da direita para a esquerda. Alguns que usam o alfabeto, outros compostos por ideogramas. E a maioria por pessoas super ocupadas que (imaginamos nós) resolvem escrever uma história inspiradora ou traduzir as legendas de um documentário, no intervalo entre uma reunião de trabalho e uma sessão de plantio colectivo em alguma horta ou jardim distante.

No final de 2015, a Transition Network lançou uma convocatória à submissão de propostas para apoiar a rede a melhorar a sua capacidade de tradução a nível local, nacional e internacional. A Moving Cause candidatou-se com uma proposta inspirada na metodologia Dragon Dreaming, e a rede respondeu com um sim!

O nome que demos ao projecto – “Transicionês” – pretende reconhecer a existência um aspecto de criação e jogo linguístico que está subjacente ao trabalho da rede. Que nome daríamos à “língua da Transição”? Será que esta tem falantes nativos? Onde se encontra o seu dicionário?

A primeira fase do projecto arrancou no início de Março com a criação da equipa, da qual fazem parte Sara Moreira e Pedro Portela, da Moving Cause, e Deborah Rim Moiso, da Transição em Itália.

A Footpaths group.
Crédito da imagem: www.dragondreaming.org (Creative Commons Non-Commercial Share-Alike 3.0 unported license)

Estamos a desenvolver o projecto seguindo a metodologia do “Dragon Dreaming” – um processo colaborativo de design e gestão de projectos que guia um grupo de pessoas com um sonho partilhado através de quatro fases: Sonhar, Planear, Fazer e Celebrar.

Começamos agora a fase mágica: estamos a recolher as ideias, desejos e necessidades dos membros da rede para este projecto, através de um inquérito online e de uma série de conversas por email e skype.

Terás tu uma história de tradução para partilhar? Um desastre linguístico para celebrar? Experiências que correram mesmo bem (ou mesmo mal) e que possam ajudar-nos a desenvolver este trabalho? Alguma visão ou sonho de como uma transição mais multilingue poderia funcionar?

Queremos saber tudo! Partilha o teu sonho connosco até ao final de Março, através do formulário disponível em http://tinyurl.com/transitionese, ou envia-nos um email para marcarmos uma conversa skype – transitionese@gmail.com.

Mais informação sobre o projecto e a equipa: 
Dreaming in Tongues - a multi-lingual adventure begins.

AMAP: Comunicado à imprensa

amap portugal

Serralves acolhe encontro pioneiro pela agricultura de proximidade

Reinventar a relação entre consumidores e produtores através da criação de “sistemas alimentares socialmente responsáveis, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis” – eis o desafio lançado pelo 1º Encontro Nacional das Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (AMAP), que vai juntar em Serralves, no próximo domingo (29/11), uma centena de agricultores, consumidores e redes de distribuição de todo o país, bem como investigadores académicos, organizações da sociedade civil e entidades públicas.

O objectivo é criar uma dinâmica de âmbito nacional para promover, desenvolver e implementar o modelo socioeconómico das AMAP (também conhecido pela sigla em inglês, CSA – Community Supported Agriculture), que assenta numa “parceria direta, baseada na relação humana, entre um grupo de consumidores e um ou mais produtores, onde os riscos, responsabilidades e recompensas inerentes à atividade agrícola são partilhados entre todos, através de um compromisso de longo prazo.”

Estarão presentes actores-chave do sector da agricultura em Portugal, como a Rede Rural Nacional, e também vários grupos dedicados à soberania alimentar, como a “Comunidade de Suporte à Agricultura” dinamizada pelo Projecto 270 em Pinhal Novo, a cooperativa Coolabora, da Covilhã, ou a Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade do Porto, que usa uma moeda social para a produção, distribuição e consumo de produtos alimentares. Haverá ainda um painel dedicado a ferramentas que apoiam a agricultura de proximidade, com a apresentação da plataforma Prove – Promover e Vender, e do Portal Nacional de Mercados Eletrónicos de Proximidade (PNMEP), que será lançado em Março de 2016 pela Oikos.

Para introduzir o conceito das AMAP, a primeira intervenção cabe a Samuel Thirion, um dos fundadores da URGENCI, a rede internacional de agricultura apoiada pela comunidade sedeada em França, onde já existem cerca de duas mil iniciativas AMAP, abarcando mais de 300.000 consumidores e produtores.

O mote para a organização deste 1º Encontro Nacional surgiu com a participação da associação Moving Cause no Congresso de Economia Solidária e Transformação em Berlim, em Setembro de 2015, a convite da URGENCI, onde foi escrita colectivamente uma Carta Europeia de Princípios para as AMAP. Este documento será analisado pelos participantes durante a tarde, através de uma dinâmica de trabalho colaborativo que pretende interpretá-lo à luz da realidade local, lançando assim as sementes para a criação de uma Rede Nacional de AMAP.

o som é a enxada - radio manobras
O 1º Encontro Nacional das AMAP é organizado pela associação Moving Cause em parceria com o Serviço Educativo do Parque de Serralves e com o apoio da Urgenci. A cobertura do evento fica a cargo da Rádio Manobras, que fará a transmissão em directo durante a manhã e ao final da tarde. O encontro conta ainda com o patrocínio do Cantinho das Aromáticas, da Agrinemus e do Pão Nosso, e com uma intervençao da Aiai – Ateliers de Iniciativas Artísticas Itinerantes.

Mais informação:
www.movingcause.org | amap@movingcause.org | 919023458 – 938305344

PROGRAMA | 1º ENCONTRO NACIONAL DAS AMAP

Domingo, 29 de Novembro de 2015 | Serralves, Porto

08h30-09h30 | Check-in

09h30-09h45 | Abertura

PRIMEIRO PAINEL: AMAP INTERNACIONAL / Biblioteca do Museu

09h45-10h00 | Apresentação do conceito: O que é uma AMAP/CSA?

                          Samuel Thirion – Fundador da Urgenci (http://urgenci.net)

10h00-10h15 | Declaração Europeia e o encontro de Berlim

                         Pedro Rocha – Moving Cause (https://movingcause.org)

10h15-10h30 | Debate

10h30-10h45 | Intervalo

SEGUNDO PAINEL: AMAP EM PORTUGAL / Biblioteca do Museu

11h00-11h15 | Criar e gerir uma AMAP/CSA

                        Maria Pires e Marta Pinto – AMAP Porto

11h15-11h30 | Carta de Princípios e Rede Nacional – como fazê-la?

                        Pedro Rocha – Moving Cause

11h30-12h00 | A voz dos produtores: experiências AMAP/CSA

                        ChuchuBio – Famalicão (http://www.chuchubio.com)

                        Nuno Oliveira – Guimarães

                        BOA Comunidade Colaborativa – Lisboa (http://boacolaborativa.org/)

                        Projecto 270 – Pinhal Novo (http://projecto270.net/)

                        AMEP – Porto

12h00-12h30 | Debate

TERCEIRO PAINEL  / Biblioteca do Museu

12h30-13h00 | Apresentação do PROVE – Promover e Vender (http://www.prove.com.pt) e do PNMEP – Portal Nacional de Mercados Eletrónicos de Proximidade

13h00-14h00 | Almoço / Quinta Pedagógica de Serralves

DINÂMICA “WORLD CAFÉ” / Quinta Pedagógica de Serralves

14h30-16h30 |  Declaração Europeia, Carta de Princípios e Rede Nacional

                        Mesa 1: Declaração Europeia das AMAP/CSA

                        Mesa 2: Carta de Princípios Nacional

                        Mesa 3: Criação de uma Rede Nacional

16h30-17h00 | Intervalo

17h00-18h00 | Conclusões da dinâmica “World Café” / Biblioteca do Museu

18h00-18h30 | Encerramento

Boletim de Prossumidores

O Verão de São Martinho e a chegada da última semana do sétimo ciclo AMEP, dão-nos um bom pretexto para reunir consumidores e produtores à volta das castanhas. Nesta quarta-feira, vamos fazer um balanço daquilo que já concretizamos e avançar com os próximos passos da Associação para a Manutenção da Economia de Proximidade. A reunião-magusto está marcada para o dia 11 de Novembro às 18:30 no Espaço Compasso.

Foto: Telma Feio / Biscoito
Grupo de trocas de Aveiro. Foto: Telma Feio / Biscoito

Recebemos um postal de Aveiro!

As sementes da AMEP e da moeda ECOSOL do Porto começam a lançar raízes na terra da ria e do sal. O grupo de Economia do movimento Aveiro em Transição  lançou um projecto-piloto que promove as trocas solidárias entre produtores e consumidores. Leiam a mensagem que nos enviou a Anaís Creoulo:

Na sequência do encontro que promovemos sobre redes de trocas solidárias (no dia 18 de Julho), algumas pessoas manifestaram interesse em criar uma rede de prossumidores em Aveiro (inspirada na AMEP do Porto e na moeda Ecosol Porto).

Após algumas reuniões, lançamos um projeto-piloto no início de Outubro. Reunimos durante três sábados, de forma quinzenal, onde trocamos sobretudo produtos alimentares mas em proporção superior sorrisos, experiências e, nalguns casos, sonhos! Os dois últimos encontros tiveram lugar no biscoito que gentilmente cedeu-nos o seu espaço.

Pautamo-nos pela confiança, consciência social e ambiental.

Porque esta rede é DAS pessoas e PARA as pessoas que nela participam, durante este mês voltaremos a reunir desta vez para trocar IDEIAS em jeito de balanço.

Obrigada à AMEP do Porto, em particular à Sara Moreira e ao Pedro Miguel Portela, cuja ajuda foi fundamental na parte da organização.

Obrigada à Telma Feio e Lara Teang pela cedência do espaço.

"Coding for social impact", uma iniciativa da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software do curso de Engenharia Informática e Computação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
“Coding for social impact”, uma iniciativa da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Durante este semestre estamos a acompanhar um grupo de estudantes do curso de Engenharia Informática que está a desenvolver uma plataforma web para a AMEP. O desafio é “criar código para o impacto social” e foi lançado pelo Professor Ademar Aguiar da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software. Esperamos que a ferramenta permita tornar o processo de coordenação da AMEP mais eficiente, e que nos ajude a replicar o modelo pelo mundo fora!


 

AMEP: PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS

9 de Novembro |  15:00 | ALPE – Agência Local em Prol do Emprego
Apresentação do conceito da AMEP em Santa Maria da Feira – Pedro Rocha

11 de Novembro | 18:30 | Espaço Compasso
Magusto, balanço e preparação do próximo ciclo AMEP. Todos os prossumidores são bem-vindos! Há jantar por marcação (email para amep@movingcause.org).

18 de Novembro | 15:30 | Faculdade de Letras / UP
Apresentação da AMEP numa aula sobre “Inclusão, sustentabilidade e economia social” do mestrado em Sociologia, juntamente com a ECOSOL, a Quinta da Mitra e a ÀPraça, a convite da Professora Cristina Parente.

28 de Novembro | 14:00 | Centro Comercial de Cedofeita
Participação no Zine Fest PT com a primeira edição da zine da AMEP.

29 de Novembro | 09:00 | Serralves
1º Encontro Nacional das AMAPs. Já te inscreveste? 🙂

zine-amep

No balanço da AMEP

Em Outubro lançamos a primeira fanzine da AMEP
Em Outubro lançamos a primeira fanzine da AMEP!

Depois do flagelo de um Verão passado sem acesso aos ovos do Nuno, ou à fruta desidratada da Vó Guida, e das longas noites a sonhar com o pão de beterraba da Joana, eis que chegou o Outono com a segunda temporada da AMEP! Desde o dia 30 de Setembro, voltamos a trazer semanalmente para a mesa do Espaço Compasso dezenas de produtos locais, éticos, orgânicos, caseiros e feitos com <3

7º Ciclo
 Duração: 7 semanas
 Início: 30 de Setembro de 2015
 Fim: 11 de Novembro de 2015
 Nº de Prossumidores: 18
 Nº de Produtos: 46

Próximo ciclo: de 18/11 a 16/12 | em preparação! 
Tens algum produto a oferecer? Escreve-nos: amep@movingcause.org
Até ao dia 06/11 estamos a aceitar produtos a incluir na tabela.
Dia de encomendas: 11/11 no Espaço Compasso às 18:30

A diversidade de produtos que esta rede de consumo, produção e distribuição de bens essenciais oferece mantém-se elevada: no 7º ciclo foram colocados à disposição 46 produtos (somente 2 menos que no ciclo anterior), incluindo pão, ovos, bolachas, hortícolas e fruta, refeições, leites vegetais, produtos de cosmética, mel e iogurtes.

amep: produtos disponiveis
Para consultar a tabela completa de produtos disponíveis no 7º ciclo, clica aqui!

Apesar da abundância frugal continuar em alta, neste ciclo participaram menos prossumidores do que nos ciclos anteriores (à excepção do primeiro): 12 produtores e 15 consumidores, perfazendo um total de 18 prossumidores (versus uma média de 22 por ciclo).

Talvez porque o ciclo começou a ser planeado cedo de mais em Setembro (quando algumas pessoas ainda estavam em férias), por falta de divulgação – ou até mesmo dificuldade de alguns membros em gerarem ECOS -, a verdade é que esta diminuição na participação se sentiu no convívio semanal, e reflecte-se também no volume total das trocas do ciclo, como se pode ver no gráfico abaixo.

Por outro lado, viu-se uma evolução positiva no equilíbrio de preços mistos em ecos e moeda convencional: quase 70% das transações deste ciclo foram feitas na moeda ECOSOL, e só menos de um terço em euros. (Até agora, só no primeiro ciclo é que se tinha conseguido uma proporção maior de utilização de ECOS, com 86%.)

Evolução do volume de transações ao longo dos ciclos AMEP
Evolução do volume de transações ao longo de todos os ciclos AMEP. Com o 7º ciclo atingiu-se um volume total de 3014 unidades monetárias transacionadas desde Novembro de 2014 (~1915 ecos + ~1100 euros).

Os balanços individuais de cada prossumidor que participou no 7º ciclo podem ser consultados através deste link.

Até à data só foram angariados 10 ecos como contribuição pelo trabalho de organização da AMEP. Desde Junho de 2015, todos os prossumidores que participam num ciclo são convidados a fazer uma contribuição livre e consciente pelo trabalho de coordenação da AMEP, com vista a tornar o esforço mais sustentável. No ciclo anterior, os 114,70 ecos angariados serviram para pagar 5 ecos/hora à equipa de coordenação, responsável pelas seguintes tarefas:

TAREFA HORAS DESCRIÇÃO
Contactos aos produtores 1 Chamada pré-ciclo à participação de produtores e contactos para a recolha da listagem de produtos, preço, quantidade e disponibilidade semanal.
Preparação das reuniões 1 Planeamento das reuniões de preparação de ciclo.
Tabela de produtos 2 Criação da tabela de produtos disponíveis para o ciclo a ser usada como base para as encomendas (em papel e/ou digital).
Folhas de encomendas / produção 5 Preparação da folha de cáculo base partilhada no GDocs e lançamento das encomendas para todos os prossumidores.
Balanços 2 Verificação dos totais a pagar por cada prossumidor e cálculo dos balanços do ciclo.
Mapas de distribuição semanal 2 Criação dos mapas de distribuição semanal com as quantidades a levantar / entregar por cada prossumidor.
Facilitação de pagamentos 4 Apoio aos consumidores nos pagamentos em ecosois e euros na 1ª semana do ciclo; pagamentos aos produtores na 2ª semana.
Comunicação 1 Emails e contactos telefónicos frequentes com os prossumidores para garantia do correcto funcionamento da AMEP.
Distribuição 8 2 horas por semana procuram-se voluntários para assegurar esta parte!
TOTAL 18 horas Valor aproximado
Contribuição ideal 180 ecos Caso se siga o valor-referência de 1 hora de trabalho = 10 ecosois

(*) o cálculo baseia-se na fase experimental em que os ciclos tinham a duração de 4 semanas.

O 8º CICLO JÁ ESTÁ EM PREPARAÇÃO! 
Tens algum produto a oferecer? Escreve-nos para amep@movingcause.org.
Até ao dia 06/11 estamos a aceitar produtos a incluir na tabela.
Dia de encomendas e reunião: 4ª feira, 11/11 no Espaço Compasso às 18:30

Desafiamos quem pretenda introduzir os seus produtos na AMEP – Associação para a Manutenção da Economia de Porximidade – a enviar-nos uma breve descrição, bem como a seguinte informação sobre a(s) sua(s) iguaria(s): quantidade (ex. frasco de 20 gr) | preço (euros e ecos) | distribuição mensal ou semanal. Todos são convidados a trazer amostras para a reunião de dia 11, para que possamos degustar, cheirar e sentir, bem como falar presencialmente sobre a sua origem e modos de produção. Bem hajam!

“Roots to Resistance”

Exposição ROOTS TO RESISTANCE, Denise Beaudet (E.U.A) - Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas / Festival Feminista do Porto
Exposição ROOTS TO RESISTANCE, Denise Beaudet (E.U.A) – Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas / Festival Feminista do Porto
Exposição "Roots to Resistance", Denise Beaudet (E.U.A)
Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas
// 07 a 31 de Outubro de 2015
// Espaço Compasso, Porto
Integrada no Festival Feminista do Porto.
INAUGURAÇÃO: 07/10 | 19:30 | Espaço Compasso
com PICNIC + DJ FAROFA (brevemente: reservas para jantar)

ROOTS TO RESISTANCE (Raízes para a Resistência) é um projecto de Arte pública e Activismo global que apoia o trabalho de mulheres activistas de vários pontos do mundo.

Criada pela artista norte-americana Denise Beaudet, esta campanha global de disseminação de posters e postais dá voz a 12 mulheres de 5 continentes e às suas causas, e pretende estabelecer alianças internacionais e locais de solidariedade com Lutas de Mulheres de várias Comunidades do Mundo.

No âmbito do Festival Feminista do Porto, a associação Moving Cause traz a exposição ROOTS TO RESISTANCE ao Espaço Compasso, com retratos de mulheres cujo fôlego de vida é/foi dedicado à construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico. São vozes de jornalistas, activistas, pacifistas, feministas, militantes pioneiras na consciencialização sobre os direitos ancestrais à Terra, a soberania alimentar, a violência sexual e os direitos da mulher e do homem.

Territórios representados em ROOTS TO RESISTANCE:
Afeganistão, Austrália, Birmânia, Estados Unidos da América, Holanda, Índia, México, Palestina, Quénia, República Democrática do Congo, Síria e Tchechénia.

Nota biográfica da artista:
https://www.facebook.com/rootstoresistance/info?tab=page_info

Links do projecto ROOTS2RESISTANCE:
http://www.denisebeaudet.com/
https://www.facebook.com/rootstoresistance?fref=ts

Sobre o Festival Feminista:
https://festivalfeminista.wordpress.com/
https://www.facebook.com/festfeminista.porto

Festival Feminista

Illustration by Denise Beaudet / Roots To Resistance: A Project About Art Activism And Global Connection
Illustration by Denise Beaudet / Roots To Resistance: A Project About Art Activism And Global Connection
FESTIVAL FEMINISTA
Porto, Outubro de 2015
 ENVIA A TUA PROPOSTA até 31 de Agosto!
formulário abaixo inscrições encerradas | acompanha através do Facebook

2015 é o ano da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. A Caravana Feminista saiu da Turquia (Curdistão), no dia 8 de Março, e está a viajar pelo norte, sul, este e oeste da Europa, parando no Porto nos dias 12 e 13 de Outubro.

Vemos esta passagem como uma oportunidade de mobilização e debate feminista que se sente necessária e urgente no Porto e no país. Por isso, vamos receber a Caravana Feminista e fazer do mês de Outubro o mês dos feminismos na cidade do Porto.

Lançamos o desafio a todas as pessoas, coletivos, associações, artistas, projetos artísticos, projetos de intervenção social interessadas nas lutas feministas para a participação neste Festival Feminista 2015.

O Festival Feminista está aberto a iniciativas tão diversas como exposições de artes plásticas, fotografia, instalação, ações de rua, teatro, teatro do oprimido, cinema, vídeo arte, dança, sessões de debate e tertúlias, apresentação de livros, oficinas e workshops, performances, concertos, entre outras.

Sendo que a Caravana Feminista tem “Corpo e Território” por tema, surgem-nos como temas possíveis para as intervenções o direito ao corpo e à saúde, pobreza, violência policial e institucional, ocupação do espaço público, assédio sexual, violência de género, soberania alimentar, feminismos negros e cigano, habitação e direito à cidade, trabalho (pago e não pago), discriminação sobre as mulheres lésbicas, adopção por casais homossexuais, racismo, migrações, história das artes das mulheres, entre outros que queiram propor.

Até 31 de Agosto a organização do Festival Feminista 2015 estará a receber propostas para o Festival. ACTUALIZAÇÃO: INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Convidamos a todas as pessoas/coletivos/associações interessadas neste projeto a submeterem uma proposta de actividade para o Festival Feminista através do formulário abaixo ou disponível em http://tinyurl.com/festfeminista-porto.

Se tens um espaço que possa receber alguma iniciativa do Festival contacta-nos através do email festfeminista.porto@gmail.com.

Abraço feminista,

ContraBANDO
Confraria Vermelha – Livraria das Mulheres
Espaço Compasso
Marcha Mundial das Mulheres
Mira Fórum
Moving Cause
Precários Inflexíveis
Aida Suárez
Aline Flor
Ana Afonso
Diana Fontão
Elisabete Monteiro
Francisca Amaral
Nicole Geovana
Patrícia Martins
Sara Leão
Sara Moreira
Susana Constante Pereira

A carregar…

Ser EducAção Encontro 2015

Encontro Ser EducAção 2015 Soajo, Arcos de Valdevez 4, 5 e 6 de Setembro

Encontro Ser EducAção 2015
Soajo, Arcos de Valdevez
4, 5 e 6 de Setembro
 PROGRAMA (descarregar pdf) & INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA!
INSCRIÇÕES PARA VOLUNTÁRIOS
INSCRIÇÕES PARA REFEIÇÕES

No coração do Parque Nacional da Peneda Gerês, na aldeia do Soajo, rodeada de montanhas, florestas e lagoas de água pura, terá lugar o encontro Ser EducAção. Serão três dias de encontro para refletir sobre Ser, Educar e Agir.

Ser e Educar

De forma a contribuir para uma educação integral, consciente, participativa, activa e sustentável serão dinamizados diferentes círculos de partilha e reflexão sobre Educação Libertária, Ensino Doméstico, Permacultura na Educação, Parentalidade entre outros.  Pretende-se também fornecer ferramentas que possam ser usadas individualmente no trabalho com crianças e esclarecer assuntos relacionados com questões legais do sistema educativo. Contaremos com a participação do Professor Jacinto Rodrigues que irá partilhar o trabalho e reflexões sobre Educação do Padre Himalaya, natural desta zona (Cendufe, Arcos de Valdevez).

Saberes Tradicionais

Pretendemos potenciar os costumes da vila e o seu desenvolvimento local e por isso haverá oficinas de artesanato e saberes tradicionais para míudos e graúdos onde se pretende ir buscar e honrar os conhecimentos dos nossos antepassados, que para além de nos ensinarem a fazer pão, a trabalhar o barro, a tecer e a fiar também nos contavam histórias da terra e ensinavam a brincar com os jogos tradicionais. À noite haverá a possibilidade de participar num ensaio do rancho folclórico local e aprender a dançar o vira do Minho!

Fiadeiras. Foto de Sr. António Neto
Fiadeiras. Foto de Sr. António Neto

Projectos Educativos

No sentido de fortalecer redes de pais, educadores, crianças, impulsionadores de educação, munícipes, comunidade local, serviços e instituições, serão apresentados vários projectos educativos de grande importância. Contaremos com a participação da Rede Educação Viva,  do Serviço Educativo da Fundação de Serralves, do Movimento de Educação Livre e de diferentes projetos educativos que estão a germinar no Norte do país como O Mundo Somos Nós (Braga), Sementes de Liberdade (Esposende), Os Eres (Leça da Palmeira), Escola Viva (Porto), Casa do Sol (Matosinhos), Gomos da Tangerina (Guimarães). Pretende-se também contribuir para a criação e dinamização de uma comunidade de aprendizagem no Soajo.

Terra das Crianças

Na Terra das Crianças além das oficinas haverá espaço para brincar, criar, relaxar… para crianças dos 0 aos 100!

Expressão Artística e Espiritual

Queremos proporcionar um fim semana libertador, consciencializante, inspirador e unificante e por isso propomos actividades artísticas que dêem aso à criatividade. Vamos brincar com a Casa das Brincadeiras em Construção, expressar-nos através da pintura, dança e teatro. Haverá apresentação de espectáculos de teatro e uma actuação do rancho folclórico local. Os dias começarão com yoga e meditação e faremos caminhadas pela Natureza onde esperamos encontrar inspiração para lançar as sementes de uma Escola de Sonho!

Consulte o Programa detalhado aqui (.pdf).

Espigueiros do Soajo
Espigueiros do Soajo

Este Encontro é promovido pela Associação Moving Cause, projeto Manta do Gato, Projeto agro-ecológico do Soajo e Campo do Gerês e projeto ComUnidade. Dirige-se a todos os pais,crianças, professores, educadores, e comunidade em geral.

O Encontro Ser EducAção conta com o apoio de várias entidades locais: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez, Associação de Pais dos Arcos de Valdevez, Casa das Artes, Centro Social e Paroquial de Soajo, Junta de Freguesia do Soajo, Casa do Povo do Soajo,  Associação Recreativa do Soajo, entre outros. Bem haja a todos!

Inscrições

Entrada por donativo. Inscrições através do formulário abaixo ou em sereducacao.eventbrite.pt.

Mais informações

Para saber mais sobre a localização, os transportes, a alimentação e o alojamentono Soajo, percorra os separadores abaixo:

[su_tabs active=”1″][su_tab title=”Local / Como chegar”]Os debates e oficinas irão decorrer em diferentes espaços pela aldeia. O ponto de encontro será na Casa do Povo.

Coordenadas GPS 41°52’25.76″N 08°15’51.33″W

// Como chegar de carro:
Do Porto/Braga, siga pela A3 em direcção a Valença. Saia ao Km 78 em direcção aos Arcos de Valdevez, após a portagem siga no IC28, saindo após 15km em direcção a Arcos de Valdevez. À entrada da vila dos Arcos siga as indicações para o Soajo/Mezio/Parque Nacional de Peneda Gerês. Cerca de 3 km depois dos Arcos de Valdevez deve virar à direita em direcção ao Soajo/Mezio. Continue durante 18km ate ao Soajo.

// Como chegar de transportes públicos
Pode viajar de comboio e autocarro até Braga. A partir de Braga, há autocarros para Arcos de Valdevez e daí para o Soajo.

// Partilha de boleias:
Partilhem ou procurem boleias nos sites blablacar.pt, boleia.net e/ou deboleia.com.

// Gasolina
É importante saber que os postos de abastecimento de gasolina mais próximos de Soajo se encontram a 23km de distância em Arcos de Valdevez ou a 25km em Lobios, Espanha.

// Estacionamento
De forma a não atrapalhar a circulação do trânsito na aldeia aconselhamos as pessoas a deixarem os carros no Largo da Feira ao lado dos emblemáticos Espigueiros comunitários do Soajo.[/su_tab] [su_tab title=”Alimentação”]Haverá uma equipa da Associação o Mundo Somos Nós a preparar refeições vegetarianas no espaço da Casa do Povo onde irá decorrer parte do evento. O valor das refeições será 3,5 bolotas para reservas antecipadas ou 5,5 bolotas para senhas compradas durante o encontro. Caso deseje reservar refeições envie email a informar. Na aldeia do Soajo há também 3 restaurantes onde se pode saborear a gastronomia local, 2 padarias, 3 cafés e 2 mercearias. [/su_tab] [su_tab title=”Alojamento”]O alojamento poderá ser feito no parque de campismo da Travanca a 6 km do centro do Soajo. Haverá carrinhas de apoio disponíveis para transporte entre o Parque de campismo e a aldeia. Neste parque há condições de apoio a caravanas. Poderá também procurar alojamento aqui ou aqui.[/su_tab][/su_tabs]

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Faça um donativo

O Encontro Ser EducAção é organizado por voluntários que acreditam na necessidade de cultivar uma sociedade mais cooperativa, sustentável e feliz. Este é um Encontro de todos para todos. Para a sua concretização houve um imenso investimento de energia e dedicação por parte da equipa de produção e por todas as pessoas que vêm partilhar os seus saberes nas diferentes oficinas. Os donativos serão utilizados para pagar a todos aqueles que tornaram possível concretizar este Encontro. No caso de excedermos o valor necessário, este será investido em projetos educativos para a Vila do Soajo.

Escolhemos esta modalidade de pagamento porque queremos que cada um colabore de forma consciente e responsável. Pedimos que calculem o vosso donativo tendo em conta:

  • a motivação que o/a leva a participar no evento;
  • o seu contexto pessoal/familiar e os seus recursos materiais;
  • o contexto do evento e relevância atribuída ao mesmo;
  • o número de vagas de participantes;
  • as despesas relativamente a materiais de comunicação e de logística;
  • o tempo e investimento dispendido pelos facilitadores das oficinas.

Desta forma, queremos possibilitar a participação de todos e confiamos que todos cuidem da sustentabilidade deste movimento de transformação.

A sua inscrição é um compromisso. Por favor inscreva-se atempadamente para facilitar o trabalho de logística. Pode fazê-lo aqui: sereducacao.eventbrite.pt. Se não puder comparecer por favor cancele a sua inscrição para dar lugar a outra pessoa. Obrigada!

Relatório de Transparência AMEP

Chegamos ao final da primeira temporada AMEP! De Novembro de 2014 a Julho de 2015, a Moving Cause organizou 6 ciclos de consumo e produção de alimentos e outros bens essenciais, envolvendo ao longo dos meses cerca de 40 “prossumidores” nesta Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade. O presente relatório resume os principais números do 6º e último ciclo da época 2014/15, e faz um apanhado dos principais totais do ano.

Ciclo: 6º
 Duração: 5 semanas
 Início: 3 de Junho de 2015
 Fim: 1 de Julho de 2015
 Nº de Prossumidores: 23
 Nº de Produtos: 48
Relação entre transações em ecos e euros no 6º ciclo AMEP
Relação entre transações em ecos e euros no 6º ciclo AMEP

VOLUME DE TRANSAÇÕES / 6º CICLO

Houve um ligeiro aumento na proporção de ecos usados nas transações relativamente ao ciclo anterior. Ainda assim a relação continua longe do ideal, que seria que a percentagem de euros não fosse maior que 15% do volume total das transações tal como aconteceu no 1º ciclo (1º ciclo = 14%; 2º ciclo = 45%; 3º ciclo = 38%; 4º ciclo = 35%; 5º ciclo = 42%).  ​Ver gráfico da evolução abaixo.

Com o 6º ciclo atingiu-se um volume total de 2671 unidades monetárias transacionadas desde Novembro de 2014 (~1690 ecos + ~994 euros).

 

Evolução do volume de transações ao longo dos 6 ciclos da temporada AMEP 2014/15
Evolução do volume de transações ao longo dos 6 ciclos da temporada AMEP 2014/15

BALANÇOS INDIVIDUAIS / 6º CICLO

A tabela abaixo apresenta os totais de consumo e produção de cada “prossumidor” no 6º ciclo, bem como o valor dos donativos angariados (114,70 ecos neste ciclo), a reverter para o trabalho de organização da AMEP.

A coluna “balanço” tem em conta a diferença entre aquilo que cada um produziu e o que consumiu+doou à organização (a aplicação das contribuições livres é explicada abaixo).

Por último, em jeito de “anti-sigilo-bancário”, a coluna “Saldo (cyclos)” apresenta o saldo actual de cada prossumidor na plataforma ECOSOL (à data de 30/06/2015). A publicação destes valores serve de referência para aprofundarmos o potencial “solidário” da economia solidária, pensando em formas de apoiar aqueles que estão com mais falta – ou excesso! – de ecos. (Sim, excesso. A beleza desta economia também reside no facto de não valer de nada acumular moeda, portanto os mais “ricos” também têm de se preocupar em arranjar forma de encontrar uma aplicação e fazer circular a sua riqueza.)

PROSSUMIDOR/A 6º CICLO AMEP Consumo Produção Donativo Balanço Saldo (cyclos)
ecos euros ecos euros ecos ecos euros ciclo anterior ciclo actual
Ana Rego 10.00 5.60 -10.00 -5.60 -35.35
Carina 11.00 5.50 -11.00 -5.50 -19.15
Catarina (Pão Nosso) 5.00 1.50 -5.20 -25.20 5 -4.80 23.70 -5.7 -6.25
Cuka 34.90 0.00 -50.00 0.00 30 -14.90 137.6 115.7
Escola Viva 20.00 17.00 -20.00 -17.00 -24
Elene 12.20 10.70 -30.00 0.00 17.80 -10.70 123.1 107.8
Filipa 15.40 1.50 -3.50 -37.00 -11.90 35.50 -3.3 8.4
Helena 0.00 0.00 -15.00 0.00 15.00 58.6 73.6
Joana 12.90 1.50 -21.00 -21.00 8.10 19.50 -0.8 7.55
Lilia 6.00 6.00 -6.00 -6.00 -14.85 -17.6
Luis Tiago / SEDE 33.20 3.00 6.8 -40 -3.00 63.8 27.15
Luisa C 23.65 8.75 -17.00 -1.50 10 -16.65 -7.25 54.65 42.1
Luisa B 16.10 18.80 -15.00 0.00 2.9 -4 -18.80 -17.55 -21.55
Natalia + Pedrosa 29.65 27.55 -29.65 -27.55 0 / 77.13 0 / 54.38
Nuno 0.00 0.00 -25.00 -12.00 10 15.00 12.00 47.15 46.85
Olides 0.00 0.00 -7.50 -7.50 20 -12.50 7.50 -7.33 -1.93
Pão Nosso
Portela 0.00 0.00 -9.00 0.00 5 4.00 -46.8 -37.8
Rogerio 0.00 0.00 -5.00 -14.00 5.00 14.00 -5.05 10.55
Sara 22.85 6.25 -15.00 0.00 -7.85 -6.25 13.45 57.6
Vo Guida 9.50 19.30 -42.70 -22.50 25 8.20 3.20 119.7 130.45
Ze Pedro 17.75 7.75 -17.75 -7.75 6 -5.55
Tripeira -19.20 0.00 19.20 58.8 90.8

RETRIBUIÇÃO PELO TRABALHO DE ORGANIZAÇÃO

No seguimento do método adoptado no ciclo anterior, o trabalho de organização da AMEP passa a ser pago, com vista a tornar o esforço mais sustentável. Partindo do valor angariado com as contribuições livres que foram feitas neste ciclo (num total de 114.70 ecos), sugere-se a aplicação das mesmas da seguinte forma:

Horas Retribuição Tarefas assumidas
Filipa 12.5 62.50 contactos pre-ciclo, tabela de produtos e mapa geral, balanço, pagamentos
Sara 5 25.00 balanço, pagamentos
Pedro 2 10.00 mapas de distribuiçao semanal
Moving Cause [donativo] 17.20 diferença entre o total de donativos e valor/hora pago à equipa
Total 19.5 114.70

Na retribuição não foram tidas em conta as horas de distribuição (2 horas por semana). Esta tarefa deve passar a ser voluntária e rotativa entre os participantes da AMEP.

Estimativa das horas de trabalho por ciclo (*)

TAREFA HORAS DESCRIÇÃO
Contactos aos produtores 1 Chamada pré-ciclo à participação de produtores e contactos para a recolha da listagem de produtos, preço, quantidade e disponibilidade semanal.
Preparação das reuniões 1 Planeamento das reuniões de preparação de ciclo.
Tabela de produtos 2 Criação da tabela de produtos disponíveis para o ciclo a ser usada como base para as encomendas (em papel e/ou digital).
Folhas de encomendas / produção 5 Preparação da folha de cáculo base partilhada no GDocs e lançamento das encomendas para todos os prossumidores.
Balanços 2 Verificação dos totais a pagar por cada prossumidor e cálculo dos balanços do ciclo.
Mapas de distribuição semanal 2 Criação dos mapas de distribuição semanal com as quantidades a levantar / entregar por cada prossumidor.
Facilitação de pagamentos 4 Apoio aos consumidores nos pagamentos em ecosois e euros na 1ª semana do ciclo; pagamentos aos produtores na 2ª semana.
Comunicação 1 Emails e contactos telefónicos frequentes com os prossumidores para garantia do correcto funcionamento da AMEP.
Distribuição 8 2 horas por semana procuram-se voluntários para assegurar esta parte!
TOTAL 18 horas Valor aproximado
Contribuição ideal 180 ecos Caso se siga o valor-referência de 1 hora de trabalho = 10 ecosois

(*) o cálculo baseia-se na fase experimental em que os ciclos tinham a duração de 4 semanas.

PRODUTOS / 6º CICLO

Dos 10 produtos disponíveis no 1º ciclo AMEP, passou-se para 48 no último ciclo da época 2014/15
Dos 10 produtos disponíveis no 1º ciclo AMEP, passou-se para 48 no último ciclo da época 2014/15

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PDC Soajo: cancelado

CURSO CERTIFICADO DE DESIGN EM PERMACULTURA | SOAJO
Projecto AgroEcológico do Soajo (PAES), Parque Natural Peneda-Gerês
De 7 a 19 de JULHO de 2015
Formadores: Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Ass.) & Joana Costa
com a colaboração de Duarte Gomes e Arlete Silva
vivência comunitária, aulas práticas e muito mais!
 INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA! (até ao dia 5 de Julho)

PDC Soajo
É com grande prazer que o PAES vai organizar o Primeiro Curso de Design em Permacultura em pleno Parque Natural Peneda-Gêres, na linda vila de Soajo. Este curso vai servir como lançamento do projecto, com os objectivos de criar uma vivência comunitária, com partes práticas, partilha de conhecimento e experiências.

O curso decorrerá ao longo de 13 dias, será dado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um “PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.

soajo-arco-irisPERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição» liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

OBJECTIVOS

  1. Ensinar e difundir a Permacultura.
  2. Orientar os participantes num caminho de transformação para a sustentabilidade.
  3. Ensinar a Permacultura nas montanhas do Parque Natural Peneda-Geres.
  4. Desenvolver ferramentas de design que possam ajudar no planeamento, implementação e manutenção de projectos.
  5. Ajudar a impulsionar o Projecto AgroEcológico do Soajo.
  6. Criar uma experiência real de vivência comunitária no campo.

PROGRAMA

  • Chegada dos participantes no dia 7 de Julho por volta das 15:00 para as apresentações, visita guiada aos espaços do curso e instalação de tendas.
  • Dia livre 13 de Julho, não haverá refeições nem actividades
  • Partida no dia 20 de manhã.
  • Horário: 9:30h-13:30h e das 15:00h às 19:00h (podendo estar sujeito a alterações)

CONTEÚDOS

  1. Princípios e éticas da permacultura
  2. Ler a paisagem. Observação dos padrões e ciclos da natureza
  3. Princípios dos ecossistemas, clima e biogeografia aplicados na permacultuta
  4. Princípios de Design: Processo de análise, zonas, plano energético eficiente…
  5. Identificação de recursos. Água no meio envolvente, recolha e conservação de água, energia solar…
  6. Construindo solo saudável: base da estrutura do solo, textura, etc. Estratégias para melhoramento de solos usando adubos verdes, composto, alfombra ( mulch), etc. Controlo da erosão.
  7. Estabelecendo horta em permacultura, florestas de alimentos, Base de como seleccionar e manter os estes sistemas. “ Como produzir mais alimento em pouco espaço” (método bio- intensivo)
  8. Recolha e conservação de sementes
  9. Design de barreiras contra ventos / fogos
  10. Habitações / abrigos saudáveis: seleccionando lugar para a casa. Materiais não tóxicos. Sistemas de construção natural
  11. Tecnologias apropriadas: Casas de banho secas, desidratadores solares, Fornos e fogões em barro (Cob), energias alternativas, reciclagem de materiais.
  12. Estratégias de permacultura urbana.
  13. Introdução ao design de comunidades sustentáveis e eco-vilas. Sistemas de organização em grupo. Economia alternativa, estratégias para uma nação global.

pdc2ÉTICA AMBIENTAL E SOCIAL

O curso pretende apoiar a formação de pessoas mais conscientes, autónomas e resilientes, capazes de agir e inspirar a agir de forma mais justa e sustentável ambiental e socialmente.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

O curso vai ter lugar em três zonas distintas, a zona da cozinha, a sala de aula e a zona de camping.

A alimentação será vegetariana, o mais local possível e/ou biológica. (Caso tenha alguma necessidade alimentar, por favor especifique). O pequeno almoço, o almoço e o CoffeBreak são da nossa responsabilidade, o jantar será preparado pelos participantes

Alojamento em tendas ao encargo de cada participante, casas de banho secas e uma zona de duche solar.

Tarefas de Grupo
A vivência comunitária implica trabalhos de grupo para manter o espaço funcional

  • 19:00 – 20:00: Limpeza e manutenção das casas de banho e da sala de aula; Preparação do Jantar.
  • 21:30 – 22:30: Limpeza e manutenção da cozinha

Material necessário
Tenda, colchão, saco cama (quente que à noite faz frio), lanterna, blocos de notas, canetas, roupa e luvas de trabalho, impermeáveis e galochas (pode chover)

A cada participante será oferecido um sabonete caseiro e haverá pasta dos dentes natural disponível. Como os sistemas de tratamento de água são biológicos, não será permitida a utilização de qualquer tipo de produtos higiénicos que não sejam biológicos.

Como a nível de energia funcionamos apenas com pequenos sistemas fotovoltaicos, podemos não ter capacidade para carregar telemóveis nem computadores.

Zona de fumadores só será permitido fumar nos locais indicados.

A bomba de gasolina mais próxima fica nos Arcos de Valdevez, a cerca de 23km de distância.

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FICHA TÉCNICA
Programação/Coordenação
Yassine Benderra
Joana Costa
Duarte Gomes
Arlete Silva

PDC Soajo