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doc PALMAS | Maus Hábitos

Esta semana o documentário “PALMAS” está em digressão por Portugal!

Trazido pela mão da própria realizadora, Edlisa B. Peixoto, o filme conta a história de uma comunidade no estado do Ceará que encontrou, na criação de uma moeda local, uma solução alternativa para a resolução dos seus problemas sócio-económicos. PALMAS é também o nome do Primeiro Banco Comunitário do Brasil.

No Porto, a projecção do documentário, seguida de debate com a realizadora, acontece no Maus Hábitos, na próxima sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, às 21:00.

Projeção do documentário “PALMAS” e conversa com a realizadora Edlisa Barbosa Peixoto. Maus Hábitos | 26/02 | 21:00
Projeção do documentário “PALMAS” e conversa com a realizadora Edlisa Barbosa Peixoto. Maus Hábitos | 26/02 | 21:00

A passagem do filme e da realizadora por sete cidades de Portugal é organizada pela Plataforma Finanças Éticas e Solidárias e pelo Fórum Cidadania&Território. A primeira sessão tomou lugar em Faro, no II Fórum de Finanças Éticas e Solidárias, onde Edlisa Peixoto participou também numa mesa redonda dedicada aos “Novos imaginários económicos” e às moedas sociais.

No Porto, o evento está integrado no ciclo de cinema/vídeo Alternadores, e conta com o apoio da associação Moving Cause, da ECOSOL / Movimento pela Economia Solidária, do Cidade+ e da Rádio Manobras.

O que está em jogo quando alguém decide mudar seu destino?

O que é o dinheiro? O que é riqueza e pobreza? E se o que você sabe sobre dinheiro não for verdade?

“PALMAS” (2014, Brasil, 62 min)
“PALMAS” (2014, Brasil, 62 min)

Na Década de 70, movido por interesses de especulação imobiliária, a Prefeitura de Fortaleza, desapropriou mil e quinhentas famílias das suas casas na zona costeira de Fortaleza. Essas famílias foram transferidas para um local a mais de vinte km do seu local de origem, sem a mínima infraestrutura de moradia e iniciaram um intenso movimento de reivindicações e lutas.

Essa seria mais uma história entre tantas que acontecem pelo Brasil e pelo mundo, não fosse o facto dessa comunidade ter conseguido não só transformar-se de favela a bairro estruturado, mas também criar o seu próprio dinheiro: o PALMAS e um Banco! O primeiro banco Popular do Brasil; o Banco Palmas. Além da PALMATECNOLOGIA, que está agora a ser multiplicada pelo Governo Federal em mais de 100 municípios brasileiros e exportada para o mundo. São eles que contam essa historia!

O filme documental de 62 minutos gravado em alta resolução, resulta de um projeto de pesquisa, elaboração de roteiro e busca incessante nestes nove anos de um formato que fugisse de enfoques jornalístico, complacente ou exótico. É um filme sem ditame de estudiosos. Uma história contada por seus protagonistas, pela comunidade que, todavia segue afinando seus instrumentos de desenvolvimento.

Este filme foi realizado de forma independente a partir de prémio recebido pela diretora Edlisa B. Peixoto pelo XI Edital Ceara de Cinema e Vídeo da Secretaria da Cultura do Estado do Ceara /Brasil.

“Um beijo rasante”

«As andorinhas surgiram imptuosa e inesperadamente,
com o arfar de uma nova estação ansiosa por desabrochar. 
 
A memória que guardo delas é a de um ápice dinâmico de energia que se cruza entre o vento e o espaço  em voos rasantes à própria ambição de se superar; em espasmos de alegria contínuos que se definem num voo, num voo de intenções e vontades que rasga o ar em piruetas e contra picados até à conclusão de um só objectivo.
 
São, um exemplo claro de resistência e de determinação colectiva, 
percorrendo mais de 10 mil km por migração com as suas leves 40 e pico gramas.. 
Encarnam o conceito cíclico da mudança sazonal e da regeneração da vida
analogamente ao impacto que a Moving Cause terá nos diferentes contextos sociais.

Hinos à elegância e ao espírito comunitário que trazem com a colónia são
seres apaixonados e sociáveis que deleitam de personalidade o ar quente do verão.  
indiciadas por si mesmas superam essencialmente pela sua pura genuinidade.»

Memória descritiva de Vitor Carneiro, designer do logotipo da Moving Cause. 28/05/2009

Gratas eternamente!

Curso de Permacultura Braga

CURSO CERTIFICADO DE DESIGN EM PERMACULTURA | BRAGA
 Quinta Pedagógica de Braga, Mosteiro de São Martinho de Tibães
 25 de ABRIL - 28 Junho de 2015
Formadores: Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Ass.) & Joana Costa
Formador convidado: Guy Miklos (diplomado pela UK Permaculture Ass.)
 INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA! FECHADAS

Este curso oferece uma viagem de seis fins de semana alternados pelo mundo da Permacultura, será dado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um “PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.

Dentro da cidade, nos espaços da Quinta Pedagógica de Braga e no Mosteiro de Tibães, serão desenvolvidas várias actividades teórico-práticas. O curso conta ainda com formações específicas dadas por formadores convidados, visita a quintas com sistemas de Permacultura e um fim de semana de vivência comunitária, que permitirão visualizar algumas soluções práticas implementadas e partilhar experiências num ambiente natural.

Primeiro Curso de Design de Permacultura no Espaço Compasso, Porto (2012)
Primeiro Curso de Design de Permacultura no Espaço Compasso, Porto (2012)

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição» liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

OBJETIVOS

  1. Ensinar e difundir a Permacultura.
  2. Orientar os participantes num caminho de transformação para uma vida mais ecológica, sustentável e natural.
  3. Oferecer um curso completo de Permacultura em Português, em horário acessível a quem trabalha.
  4. Ensinar a Permacultura na cidade, proporcionando ainda experiências no campo.

PROGRAMA

O curso decorre aos Sábados e Domingos das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 nas datas indicadas no programa (pdf). Ao longo de mais de 96 horas de atividades, serão abordados os temas fundamentais da Permacultura e dinamizadas muitas experiências práticas.

Clique aqui para descarregar o programa completo (em pdf), incluindo informação sobre o Fim de Semana de vivência comunitária, que permitirá ter aulas de campo, onde é possível observar a implementação prática de várias técnicas abordadas em Permacultura.

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

Ética Ambiental
O curso tem o intuito de formar pessoas mais conscientes capazes de agir como catalisadores de mudança positiva no sentido da construção de modos de habitar o mundo mais sustentáveis.

Ética Social
O curso é orientado para apoiar a resiliência e estimular a autonomia dos participantes na procura de novas formas de olhar o mundo e na busca de soluções alternativas para resolver os problemas e desafios do dia-a-dia.

Refeições
O almoço encontra-se a cargo dos participantes, sendo no entanto possível a quem o desejar trazer a sua refeição e almoçar informalmente.

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FICHA TÉCNICA
Programação/Coordenação
Joana Costa e Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Association)
Sara Moreira (ass. Moving Cause)

Clica aqui para descarregar o cartaz em pdf.
Clica aqui para descarregar o cartaz em pdf.

Programação em parceria com:
permaculture association

Fortalecer a economia de proximidade

Queremos resgatar as relações de proximidade com quem produz aquilo que comemos e promover o papel activo da vizinhança no cultivo, confecção e troca de bens alimentares.

Para isso unimo-nos à rede de economia solidária do Porto – ECOSOL – e criamos o conceito de AMEP.

A AMEP – Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade – é uma rede de consumo, produção e distribuição local de alimentos no âmbito da economia solidária no Porto. Inspirada nas AMAP (Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade) – nascidas  em França, em 2002, com o objectivo de apoiar pequenos produtores que pratiquem e ofereçam produtos de agricultura biológica num contexto de proximidade com o grupo de consumidores -, a AMEP introduz a possibilidade de aquisição de produtos com moeda social em detrimento do euro.

Do lado dos PRODUTORES, já temos inscrita a promessa de cogumelos shitake, alguma fruta da época, cerveja artesanal, marmitas/refeições vegans & bio, molhos, patés, conservas, piri-piri, compotas, kombucha, marmelada, sabonetes, e, a seu tempo, quando a estação o permitir, mais hortícolas a gosto.

Ainda estamos a aceitar pré-inscrições de produtos a juntar aos cabazes! Podes fazê-lo através deste formulário.

Do lado dos CONSUMIDORES, já temos um pequeno grupo de pessoas interessadas em participar no ciclo experimental de distribuição. Estamos a organizar um encontro de lançamento da iniciativa, em Novembro, onde serão prestados mais esclarecimentos, será feita uma prova dos produtos, e tentar-se-á definir o primeiro calendário / mapa de distribuição.

Se também queres participar, agora é o momento de indicares a tua disponibilidade aqui.

Para qualquer dúvida, estamos ao dispôr através do email amep@movingcause.org.

Onde vai ser feita a distribuição dos cabazes?
Algures em Cedofeita, no Porto. Ainda estamos a definir o lugar.

Quando começa?
A ideia é fazer um primeiro ciclo experimental a partir da segunda metade de Novembro de 2014, até ao Natal. Em 2015 continuamos em força em ciclos trimestrais.

É preciso adquirir cabazes completos com todos os produtos?
Cada consumidor compromete-se com a variedade e quantidades que quer, isto é, indica no início de um ciclo de produção/consumo aquilo que vai querer nas semanas seguintes.

O que é esta “moeda social”?
É uma moeda virtual, alternativa, que já está a circular no Porto. Podes saber mais sobre a ECOSOL e inscrever-te aqui: https://communities.cyclos.org/ecosolporto.

Como posso saber mais sobre o projecto?
Toda a informação, incluindo a Carta de Princípios AMEP, está neste link: https://www.movingcause.org/projectos/amep-porto/

Estamos de volta!

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«Eu vo-lo digo: é preciso ter ainda um caos dentro de si
para gerar uma estrela dançante.»

Assim falava Zaratustra

E depois das primeiras ninhadas terem aprendido a voar, as andorinhas resolveram descansar. Recolhendo-se no ninho, apreciaram apenas… Repousaram, permitindo-se ser.

Algum tempo passou e as andorinhas ganharam ânimo renovado e novas vontades! Mas repararam que o ninho precisava de “arranjos”. Os alicerces precisavam de reforço, as paredes careciam de palha, até mesmo o ar precisava de arejar. E, foi então, que depois de grande azáfama e reunião, o “ninho” estava pronto para mais uma temporada: a nova “casa” podia agora albergar novos projectos e todos aqueles que precisassem de abrigo para “criar”.

Por alturas da Primavera a Moving Cause começou a mobilizar dois novos projectos: a Terra das Crianças, na vila do Soajo (Arcos de Valdevez), e o Vou Levar-te Comigo, em Cedofeita (Porto).

O primeiro, um projecto na área da educação para a cidadania, direcionado para as crianças do Soajo, com o objectivo de promover a ligação entre as crianças e o ambiente envolvente, estimulando o sentido de responsabilidade e o envolvimento das suas famílias.

O segundo, um projecto direccionado para a organização do desperdício, em meio urbano, onde se pretende promover a organização e o aproveitamento dos recursos reutilizáveis, despertando para outras formas de consumo mais sustentáveis.

Já abrimos também as portas para o mundo e reconstruimos o site com uma nova “cara”.

Mais projectos estão a surgir e mais causas serão movidas! Vamos dando notícias do mundo das utopias concretas.

Até já!

As Andorinhas

Salinha no Compasso - reunião no escritório temporário da Moving Cause na Associação Espaço Compasso, Fevereiro de 2013.
Salinha no Compasso – reunião no escritório temporário da Moving Cause na Associação Espaço Compasso, Fevereiro de 2013.

Soajo já tem Terra das Crianças

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Em vésperas do Dia da Criança, a Casa do Povo do Soajo acolheu uma festa organizada pela Moving Cause que culminou na entrega de um pedaço de terra às crianças da vila.

Este foi um grande passo na concretização do projecto “Terra das Crianças”, que pretende trazer para o Soajo um espaço inteiramente dedicado aos mais pequenos: um lugar planeado e desenvolvido com a sua total participação, onde se realizem actividades fora do tempo de escola e outras inseridas no programa escolar, onde as crianças possam brincar e aprender desenvolvendo no processo laços entre si e a terra que as acolhe.
IMG_0410 - Cópia

Foi exactamente o fortalecimento de laços entre as crianças e a terra que serviu de mote à festa que tomou lugar no dia 30 de Maio de 2014.

Manifesto da “Terra da Natureza”, nome escolhido de forma consensual pelas crianças do infantário.
Manifesto da “Terra da Natureza”, nome escolhido de forma consensual pelas crianças do infantário.

A manhã primaveril encheu-se de alegria e emoção com uma “Caça ao Tesouro” que conduziu cerca de 20 crianças pela descoberta e exploração do espaço agora gentilmente cedido pela Associação da Casa do Povo da Vila do Soajo:

A direcção da Casa do Povo da Vila do Soajo vem apoiar este projecto que tem como objectivo a ligação das crianças com o ambiente, trabalho em hortas, florestas, arte e música na natureza, estimular o sentido de responsabilidade das crianças promovendo o envolvimento da família na actividade. As crianças podem assim criar áreas verdes, cuidando assim do solo e dos animais que lá vivem, conservar a biodiversidade promovendo nas crianças conhecimentos, habilidades e valores, para que se tornem cidadãos amigos do ambiente. A Casa do Povo vai colaborar com este projecto com a cedência do espaço.

Trata-se de um lugar comunitário, localizado dentro do recinto da própria associação, perto do centro da vila, próximo de um campo de jogos, com um terreno disponível para realizar actividades e criar infra-estruturas para hortas, abrigos e zona de baloiços.

A iniciativa foi muito bem recebida por toda a comunidade presente, crianças do infantário e primária, professores, pais, representantes da associação de pais do agrupamento dos Arcos de Valdevez e vice-director do agrupamento, presidente da junta e presidente da associação da Casa do Povo.

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Casa do Povo, Soajo
Casa do Povo, Soajo

Organizando o desperdício

Em Fevereiro deste ano, o projecto Vou Levar-te Comigo foi apresentado à Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Porto, que o recebeu com entusiasmo. A reunião foi muito “frutífera” tendo-se “limado” algumas arestas logísticas.

A partir desse ponto, a equipa do projecto definiu a área piloto, alvo desta primeira edição, numa zona da freguesia de Cedofeita, da cidade do Porto.

Área piloto
Área piloto

Esta zona apresentou-se como o melhor ponto de partida devido a alguns factores: a sensibilidade da população local para o tema e a existência de uma rede de vários potenciais parceiros. Além de que os potenciais voluntários, que possam vir a estar envolvidos residem nas proximidades do local, facilitando a promoção e o sucesso do projecto.

Neste momento estão a ser retomados os contactos com a Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Porto com o intuito de definir todas as questões logísticas para a execução do projecto.

O passo seguinte é o contacto com os potenciais parceiros locais, para que todos os actores possam ser envolvidos e sensibilizados.

Até já!

A equipa do projecto,

Horta-lá! Permacultura urbana

HORTA-LÁ! Colectivo de permacultura urbana no Porto.
2011-2013: Conceito, logotipo, website, comunicação.

Para além do website hortala.movingcause.org e de uma página no Facebook (horta.la.permacultura.urbana), a troca de ideias e marcação de encontros acontecia através de uma lista de discussão dedicada a práticas ecológicas no jardim da associação Espaço Compasso, e além-quarteirão. O grupo Horta-lá! nos “google groups” ainda está disponível, aqui!

O lançamento do grupo foi anunciado numa newsletter da Moving Cause enviada a Setembro de 2011: “Horta lá! O bairro está convocado“. Em Abril 2012 apoiamos a divulgação de cursos e encontros no Espaço Compasso com a newsletter “A minha pegada é menor que a tua?“.

O Espaço faz-se de encontros, conversas, oficinas, mãos-na-terra, produção e bem-estar. Faz-se de música, também! E muitas vezes a sacholada no jardim mistura-se com a batida da jam session que vem de dentro. Traz as luvas e as galochas: Horta-lá!, ouvir a abundância da Terra!

O colectivo ainda pode ser contactado através do endereço de email hortala at movingcause.org.

Captura de ecrã do website Horta-lá! Permacultura Urbana
Captura de ecrã do website Horta-lá! Permacultura Urbana