Category Archives: Ecologia

Baldios: cinema e conversa no Soajo

“O monte não nos pertence.
Somos nós que lhe pertencemos a ele.”
X. Balboa

“En Todas as Mans” leva-nos a redescobrir o conceito de bens de mão-comum; o mesmo que dizer “baldios” em Portugal ou “montes veciñais” na Galiza – uma realidade que é de todos e ao mesmo tempo de ninguém.

O documentário “nasce de uma anomalia, o próprio baldio. Num mundo que divide o território entre duas concepções de propriedade, a pública e a privada, a existência de uma realidade que não se inscreve em nenhuma dessas coordenadas chamou a atenção [da Cooperativa Trespés, na Galiza]. E ainda mais quando essa realidade permanece oculta ou desconhecida para grande parte da população. Os baldios estão aí, mas em poucas ocasiões se fazem visíveis.”

Projecção do documentário pelas 15:00 na Casa do Povo do Soajo, seguida de conversa sobre os baldios com a presença de Alberte Román da Cooperativa Trespés (Pontevedra, Galiza).

Ver website do documentário entodasasmans.com
Ver website do documentário entodasasmans.com

Evento no Facebook.

Soajo em Notícia | 04/06/2016:
Baldios no centro de uma sessão bastante participada na Casa do Povo

Dicas da Horta

Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.
Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.

Caros amantes das hortas, jardins e afins,

Iniciamos este Setembro uma secção dedicada aos trabalhos das enxadas e das sementes.

No seguimento da dinâmica que tem marcado os trabalhos na horta da AMEP, queremos partilhar as informações que recolhemos e aplicamos nas nossas actividades!

O tipo de agricultura que desenvolvemos é baseado numa mescla de vários filosofias agricolas: natural, biodinâmica, biológica, convencional sem químicos e outros que tais, e em modo de permacultura. Aprendemos com todos os modos de produção, tendo sempre em mente: cuidar das pessoas, cuidar da terra e a partilha justa dos recursos!

Que esta informação vos seja útil!

SEMEAR

  • ao ar livre e em local definitivo: agrião, cenoura, chicória, coentros, courgette, couve-flor, ervilha, espinafre, feijão, grelo / nabiça, nabo, mostarda, lentilha, rabanete, rábano, rucola, repolho, salsa e segurelha
  • em sementeiras (canteiros): acelga, alface, alho-francês, cebola, cebolinho, cenoura e tomate

Alertamos para o trabalho das sementeiras! Trata-se de uma actividade que requer atenção, dedicação, tempo e tudo o que tivermos para dar. Devemos encarar o local de sementeira (em local definitivo, mas principalmente, nas estufas) tal qual uma maternidade 🙂

PLANTAR

  • morangueiros, couve-penca, couve-galega, couve-flor

Podes encontrar pequenas mudas, prontas para transplantar, em feiras, hortos, cooperativas agrícolas, entre outros estabelecimentos.

COLHER

  • feijão e cebolas maiores

RESERVAR

  • sementes das cebolas maiores

Atenção! Para conservares as sementes lembra-te que a humidade é um factor muito importante. Reserva-as em local fresco e seco, sem contacto com água ou humidade. Caso contrário, é bem provável que apodreçam e percam a sua capacidade germinativa!

Esperamos nós que em Setembro possamos ter “Sol na eira e chuva no nabal”!!

Saudações!

Soajo já tem Terra das Crianças

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Em vésperas do Dia da Criança, a Casa do Povo do Soajo acolheu uma festa organizada pela Moving Cause que culminou na entrega de um pedaço de terra às crianças da vila.

Este foi um grande passo na concretização do projecto “Terra das Crianças”, que pretende trazer para o Soajo um espaço inteiramente dedicado aos mais pequenos: um lugar planeado e desenvolvido com a sua total participação, onde se realizem actividades fora do tempo de escola e outras inseridas no programa escolar, onde as crianças possam brincar e aprender desenvolvendo no processo laços entre si e a terra que as acolhe.
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Foi exactamente o fortalecimento de laços entre as crianças e a terra que serviu de mote à festa que tomou lugar no dia 30 de Maio de 2014.

Manifesto da “Terra da Natureza”, nome escolhido de forma consensual pelas crianças do infantário.
Manifesto da “Terra da Natureza”, nome escolhido de forma consensual pelas crianças do infantário.

A manhã primaveril encheu-se de alegria e emoção com uma “Caça ao Tesouro” que conduziu cerca de 20 crianças pela descoberta e exploração do espaço agora gentilmente cedido pela Associação da Casa do Povo da Vila do Soajo:

 

A direcção da Casa do Povo da Vila do Soajo vem apoiar este projecto que tem como objectivo a ligação das crianças com o ambiente, trabalho em hortas, florestas, arte e música na natureza, estimular o sentido de responsabilidade das crianças promovendo o envolvimento da família na actividade. As crianças podem assim criar áreas verdes, cuidando assim do solo e dos animais que lá vivem, conservar a biodiversidade promovendo nas crianças conhecimentos, habilidades e valores, para que se tornem cidadãos amigos do ambiente. A Casa do Povo vai colaborar com este projecto com a cedência do espaço.

Trata-se de um lugar comunitário, localizado dentro do recinto da própria associação, perto do centro da vila, próximo de um campo de jogos, com um terreno disponível para realizar actividades e criar infra-estruturas para hortas, abrigos e zona de baloiços.

A iniciativa foi muito bem recebida por toda a comunidade presente, crianças do infantário e primária, professores, pais, representantes da associação de pais do agrupamento dos Arcos de Valdevez e vice-director do agrupamento, presidente da junta e presidente da associação da Casa do Povo.

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Casa do Povo, Soajo
Casa do Povo, Soajo

Organizando o desperdício

Em Fevereiro deste ano, o projecto Vou Levar-te Comigo foi apresentado à Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Porto, que o recebeu com entusiasmo. A reunião foi muito “frutífera” tendo-se “limado” algumas arestas logísticas.

A partir desse ponto, a equipa do projecto definiu a área piloto, alvo desta primeira edição, numa zona da freguesia de Cedofeita, da cidade do Porto.

Área piloto
Área piloto

Esta zona apresentou-se como o melhor ponto de partida devido a alguns factores: a sensibilidade da população local para o tema e a existência de uma rede de vários potenciais parceiros. Além de que os potenciais voluntários, que possam vir a estar envolvidos residem nas proximidades do local, facilitando a promoção e o sucesso do projecto.

Neste momento estão a ser retomados os contactos com a Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Porto com o intuito de definir todas as questões logísticas para a execução do projecto.

O passo seguinte é o contacto com os potenciais parceiros locais, para que todos os actores possam ser envolvidos e sensibilizados.

Até já!

A equipa do projecto,