Moving Cause no Cidade +

No passado mês de Julho, entre os dias 6 e 9, a Moving Cause esteve presente no evento Cidade + que decorreu pelo quarto ano consecutivo nos jardins do Palácio de Cristal.
Sendo a Moving Cause a associação que acolhe o DaRaíz, grupo organizador do Cidade+, achamos que faria todo o sentido prepararmo-nos e estar presentes neste evento que se tornou num marco para iniciativas ligadas à sustentabilidade e ambiente na cidade do Porto.
Por entre um programa preenchido com conferências, oficinas, aulas abertas e concertos encontra-se o MercadEco, onde produtores locais vendem directamente a consumidores os seus produtos alimentares e de artesanato e onde as associações portuenses de cariz ambiental e social podem também dar-se a conhecer e promover o seu trabalho. Foi aí que “abancamos” com material para venda e com um painel de divulgação dos principais projectos em funcionamento dentro da Moving Cause:
  • Soajo em Movimento Convida
  • AMAP Porto
  • Ser Educação
  • Cidade +

A vizinhança foi boa, tinhamos de um lado a Ass. Terra Solta e do outro a Quinta Musas da Fontinha e entre associados conseguimos nos ir revesando para estar sempre alguém presente na banca que no Domingo contou também com a venda de veggies fresquinhos vindos da Horta da Partilha!

Bem Haja à organização do Cidade+, do mercadEco, associados que apoiaram e a todos aqueles que por lá passaram!

II Encontro Ser EducAção | Programa

A Associação Moving Cause promove nos dias 7, 8 e 9 de Outubro de 2016, no Soajo, o II Encontro Ser EducAção: serão três dias de encontro para reflectir sobre Ser, Educar e Agir.

Depois do sucesso da primeira edição, que em 2015 juntou mais de 200 participantes de diversas partes do país, este ano o Ser EducAção envolveu-se com a comunidade local e representantes da educação da zona do Minho e Douro Litoral para preparar um programa completo (pdf) com momentos de reflexão e diversão para adultos e crianças.

globetrotterO Encontro começa na sexta-feira à noite com um espectáculo de fogo e a projecção do documentário “Projeto Globetrotter”, filmado em 15 países sobre escolas e comunidades educativas alternativas no mundo.

No Sábado, dia 8 de Outubro, iremos explorar em conjunto os desafios para a Educação através de uma perspectiva EU-NÓS-TODOS e co-criar ideias, protótipos, projectos e soluções de uma forma 100% participativa, guiados pel’O Elefante na Sala.

Em paralelo irão decorrer oficinas que convidam a dar cambalhotas, pintar, soltar rimas, fazer malabarismos, brincar e dançar muito.

Contamos com a Casa das Brincadeiras em Construção, com Animódia, e ainda com um espectáculo da Capicua e Pedro Geraldes para crianças: Mão Verde, “uma dúzia de canções alegres, compostas com sensibilidade e humor, para falar de agricultura, natureza, alimentação e ecologia, numa abordagem tão inteligente quanto espirituosa do imaginário infantil”.

À noite vamos conviver, ouvir as histórias das gentes da Terra, conhecer os seus valores e tradições participando numa roda de fiadeiro, onde vamos escutar cantares e quem sabe também dançar. No Domingo o programa passa por uma caminhada em meditação por uma zona de floresta que ardeu este Verão e por uma acção de reflorestação.

Este encontro conta com o apoio de várias entidades locais: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez, Casa das Artes, Centro Social e Paroquial de Soajo, Junta de Freguesia do Soajo, Casa do Povo do Soajo, Associação Cultural e Desportiva do Soajo, entre outros.
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Inscrições | Mais informação | Programa (pdf) | Evento no Facebook

E se fossemos todos prossumidores?

A Filipa Almeida e a Sara Moreira foram ao Eco-Festival Terra Mãe, em Fafe no final de Julho, falar sobre o modelo das Associações para a Manutenção da Economia de Proximidade (AMEP).

A apresentação e o debate que se seguiu podem ser ouvidos no programa O Som é a Enxada, em parceria com a Rádio Manobras. No final ouvimos Maneio numa interpretação dos Cabra Çega, banda que actuou no festival com o mote “três dias para mudar o mundo, três dias para mudar de vida”.

Um bando de andorinhas faz o Verão, uma só não

Com a gáspea dos vôos rasantes do estio, perambulamos entre a labuta diária das utopias que desejamos realizar e a contemplação da abundância com que nos brinda a estação. Os sonhos vão ganhando corpo, cheiro e forma. Transmutam-se e convergem nesta missiva com ares da graça do que se anda a congeminar. Por aqui abaixo, notícias veraneantes das várias frentes activas da associação Moving Cause:

  • Ser EducAção
  • AMAP & O Som é a Enxada
  • Horta da partilha
  • Organizações do Futuro

E mais. Já amanhã, 23 de Julho, vamos estar em Fafe no Eco-Festival Terra Mãe, a partilhar as nossas experiências com a AMEP e a moeda social ECOSOL. Apareçam! Vai haver música da boa!

Abraço,
Bando de Andorinhas


// SER EDUCAÇÃO, Soajo

Terminou em Maio, com a formação em “Pedagogia Montessori no dia-a-dia“, o ciclo de quatro formações organizadas pelo Ser Educação durante o ano 2015/2016.

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Ao todo foram mais de 50 pessoas que estiveram presentes nas várias formações de 2/3 dias e o feedback que recebemos dos participantes foi bastante positivo. Foram bons momentos de aprendizagem, partilha e reflexão conjunta sobre temas que nos tocam a todos e que manifestam um futuro mais solidário e cooperante. Fizeram-se vários contactos e partilharam-se muitos materiais educativos que nos permitirão ir beber a várias fontes por muito tempo. Esperamos de alguma forma ter conseguido espalhar a mensagem de inspiração para uma nova forma de educação e de nos relacionarmos em comunidade.

Lamentamos que não tenha havido maior envolvimento por parte da comunidade educativa local pois esse era um dos objectivos principais deste ciclo. Continuaremos a fazer o nosso caminho e o próximo evento será o II Encontro Ser Educação nos dias 7, 8 e 9 de Outubro no Soajo.

Os nossos esforços estão agora direccionados para organizar este encontro que tem sido planeado em conjunto com várias pessoas, projectos e instituições ligadas à educação usando a metodologia de “Dragon Dreaming”.

Agradecemos a todos os que nos têm apoiado, aos que estiveram presentes, aos formadores, à equipa de “Joanas e Filipas” da organização e ao Sol.

Bom Verão!!

// AMAPs & O Som é a Enxada

A Associação para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (AMAP) de Gaia prossegue, com os seus encontros semanais e a abundância e saúde no prato, e a AMAP do Porto está prestes a ser criada — só precisa de encontrar um espaço para a distribuição.

A melhor forma de acompanhar os desenvolvimentos relacionados com a agricultura de proximidade a nível (hiper)local, local, nacional e internacional é visitando o Cantinho das Aromáticas ao sábado à tarde ou sintonizando O SOM É A ENXADA na Rádio Manobras às quartas-feiras às 22:00, um programa semanal que estamos a desenvolver desde o I Encontro Nacional das AMAP de Novembro de 2015, com dicas mensais do Pedro Agricultor para os trabalhos na horta, visitas a produtores e iniciativas locais, poesia, música e literatura frugal.

Visita: somenxada.tumblr.com
Visita: somenxada.tumblr.com

// HORTA DA PARTILHA, Porto

Depois de um Inverno e uma Primavera trabalhosos, em torno da aconchegável estufa, levámos à terra as belas sementeiras que, com sucesso, germinaram. Pela primeira vez na horta partilhada, todas as mudas plantadas na Primavera, tiveram origem nas colheitas das estações anteriores. Foi com alegria que garantimos o ciclo das sementes e dos recursos internos do espaço.

partilha

Fomos mais longe e reabilitámos o lago, limpando-o e plantando alfazemas, juncos e agriões-d’água, ao seu redor. Depois do corte do mato que crescia à volta do lago, fizemos camas com os restos das ervas secas e semeámos batatas, na filosofia do “no digging potato“.

E eis, que tudo rebentou, floriu e cresceu! Algures em Maio a vista era fantástica e o aroma embriagava!

Com a chegada do calor, veio um grande desafio! Ficámos sem água! O motor do poço avariou e até à data não conseguimos solução. Enquanto choveu, recolhemos a água da chuva como se podia…

É com desânimo que agora vemos a luta das plantas por vingarem neste calor!

Bravas têm sido as que se aguentam – alfaces, tomateiros, feijoeiros, morangueiros, cenouras, entre outras! E as belas e rebeldes flores que crescem por todo lado, sempre viçosas, como que dizendo que dos humanos só precisam da contemplação.

Para já não sabemos como será o futuro! Certo é que a experiência foi maravilhosa enquanto durou!!

// Organizações do Futuro, Cidade+

Na edição deste ano do Cidade+, a Moving Cause promoveu o tema das Organizações do Futuro em dois momentos. O primeiro no dia 18 de Junho numa (Des)Conferência sobre Sustentabilidade na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda e outro numa oficina prática no dia 7 de Julho.

elefante

Neste dois momentos promovemos a discussão e reflexão sobre conceitos fundamentais para a criação de um mundo diferente: co-criação e colaboração. Através de jogos e exercícios prácticos, abordamos ideias como a mudança de perspectiva, (re)conhecimento de modelos mentais, como lidar com sistemas complexos e sensíveis, colaboração, participação e confiança.

Este eventos foram realizados numa parceria entre o Cidade+, a Moving Cause e o projecto O Elefante na Sala.


// EXTRAS!

  • PROCURAMOS POISO: Juntamente com um grupo de associações, cooperativas e colectivos informais do Porto, andamos à procura de um espaço físico que possa albergar as nossas utopias. Se tiveres um espaço disponível, se souberes de quem tenha, ou se simplesmente quiseres saber mais ou mostrar-te solidário/a, escreve-nos!
  • ECO-CONSTRUÇÃO NO SOAJO: A Joana e o Yassine estão a precisar de ajuda para a construção da sua casa familiar na Branda do Murço, no Soajo… tens braços e um tempinho livre para ajudar nesta empreitada? Escreve-nos!
  • MATAR A SEDE À HORTA: O motor que puxa água do poço avariou e a Horta comunitária da Partila, em Arca d’Água, coitada, está literalmente a seco… Precisamos de comprar ou angariar um motor. Tens como ajudar? Escreve-nos!

Baldios: cinema e conversa no Soajo

“O monte não nos pertence.
Somos nós que lhe pertencemos a ele.”
X. Balboa

“En Todas as Mans” leva-nos a redescobrir o conceito de bens de mão-comum; o mesmo que dizer “baldios” em Portugal ou “montes veciñais” na Galiza – uma realidade que é de todos e ao mesmo tempo de ninguém.

O documentário “nasce de uma anomalia, o próprio baldio. Num mundo que divide o território entre duas concepções de propriedade, a pública e a privada, a existência de uma realidade que não se inscreve em nenhuma dessas coordenadas chamou a atenção [da Cooperativa Trespés, na Galiza]. E ainda mais quando essa realidade permanece oculta ou desconhecida para grande parte da população. Os baldios estão aí, mas em poucas ocasiões se fazem visíveis.”

Projecção do documentário pelas 15:00 na Casa do Povo do Soajo, seguida de conversa sobre os baldios com a presença de Alberte Román da Cooperativa Trespés (Pontevedra, Galiza).

Ver website do documentário entodasasmans.com
Ver website do documentário entodasasmans.com

Evento no Facebook.

Soajo em Notícia | 04/06/2016:
Baldios no centro de uma sessão bastante participada na Casa do Povo

Planeando para as pessoas- uma actualização do projecto de traduções “Transicionês”

Tradução do artigo publicado no website da Transition Network com o título Planning for people – an update from the Transitionese translations project escrito por Deborah Rim Moiso a 26 de Maio de 2016

Por Deborah Rim Moiso: Algures em Abril de 2016, surgiu um artigo em espanhol no blog da Rede Transição, a contar as aventura de Juan Del Rio pelas iniciativas da América do Sul e a promover o seu livro. Hoje, gostaria de vos perguntar: qual foi a sensação de ver tantas palavras estranhas num website tão familiar? Para aqueles que percebem espanhol e para os que não percebem? Para quem, como eu, percebe “assim-assim”? Foi estranho? É algo a celebrar? As imagens fizeram-te sentir em casa? As línguas diferentes criam distâncias ou pontes?

O Juan abriu o artigo com uma das minhas citações favoritas de Machado: “Caminante no hay camino, se hace camino al andar”. O que em português será algo do género: “Viajante: não há caminho. O Caminhos faz-se caminhando”. Eu abriria este artigo com a mesma citação para partilhar a história de como o projecto “Transicionês” está a ganhar forma: passo a passo.

Transicionês foi o nome que demos ao projecto que tem como objectivo expandir as capacidade de tradução do movimento internacional Transição e assim apoiar a sua diversidade linguística. Eu, a Sara e o Pedro arrancámos o projecto e apresentamo-nos com este anúncio em Março de 2016. À medida que o projecto progride da fase do “Sonho” para fase do “Plano”, começamos agora a ver e a reconhecer melhor a paisagem a aparecer no horizonte e a sentir como vai ser o resto do caminho.

Durante os primeiros meses, estivémos a recolher ideias e necessidades dos membros do movimento. As ideias partilhadas ajudaram-nos a destilar o Sonho de expansão da capacidade de tradução da Rede Transição, em funcionalidades concretas a serem desenvolvidas durante as próximas fases do projecto. Usamos a capacidade de comunicação da rede para convidar pessoas a participarem num inquérito online onde colecionamos os sonhos de 8 países (Chile, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América…o que cobre pelo menos nove línguas “transicionêsas”).

Por vezes pode parecer que projectos como este funcionam de trás para a frente. Em lugar de termos “peritos” a chegarem com “soluções”, alguém simplesmente entra num café, senta-se e não faz (aparentemente) nada durante o próximo mês, excepto falar com os habitantes locais. A conversa torna-se num desenho de guardanapo, que se torna num plano, que se torna num navio. Os projectos colaborativos resultam sempre nisto: algo emerge, de forma surpreendente e inesperada. O que acontece quando partilhamos os nossos sonhos?

Entre os resultados esperados do Transcionês para os próximos meses, estará um repositório de conteúdo traduzido, que imaginamos venha a ser um mosaico apelativo e de fácil interacção e navegação pelas várias línguas da Transição.

Foto de Valeria Bortolussi - Italian Transition Fest 2015
Foto de Valeria Bortolussi – Italian Transition Fest 2015

Um das pessoas que respondeu ao inquérito escreveu:” O projecto pode ser uma porta de entrada para aqueles curiosos sobre Transição por isso deve ser bastante aberto e acessível, como uma porta de entrada. Documentos e informação podem ser um grande apoio para que as iniciativas locais não se sintam isoladas”.

As relações e a colaboração humana serão a característica central do registo central; a ferramenta que permitirá aos participantes colaborar na selecção, tradução e publicação do conteúdo multilíngue. As palavras que colhemos deste sonho foram “feedback”, impacto, empatia, colaboração. Fomos constantemente recordados daquilo que alimenta a motivação para colaborar em projectos maioritariamente de base voluntária: cuidar da nossa humanidade no trabalho, um sentimento de enriquecimento e energia em lugar do esgotamento e exaustão. Além disso, a possibilidade de receber feeback e a criação de canais directos através dos quais possam fluir gratidão e apreço pelo trabalho, foram também mencionados.

Uma das coisas que encontramos durante a recolha de informação para o projecto, foi uma vasta quantidade de material já traduzido por membros da rede e por vezes até organizado de forma bonita e acessível. Conhecemos o Marco Matera, um jornalista italiano baseado na região de Reading que criou isto disponibilizando muito material para reflexão e inspirado por muitos outros projectos que reunem pessoas em torno de muitas línguas como a equipa do Global Voices. Conheces mais algum projecto com conteúdo traduzido que aches que deveríamos conhecer? Escreve-nos um email: transitionese@gmail.com

Horta da Partilha

Mais fotos da Horta da Partilha no nosso álbum no Facebook
Mais fotos da Horta da Partilha no nosso álbum no Facebook

Desde o início de 2015 que estamos a cuidar de uma horta em regime de agricultura natural e permacultura, perto da Arca d’Água no Porto.

O convite foi feito por Sara Alves aos “prossumidores” do projecto AMEP – Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade – uma rede de consumo, produção e distribuição de alimentos transacionados na moeda Ecosol, que a Moving Cause começara a dinamizar em Novembro de 2014.

A Horta da Partilha trazia a possibilidade ao grupo de alargar a sua capacidade de auto-produção, podendo assim introduzir hortícolas na AMEP e no circuito de economia e moeda solidária do Porto. Formou-se então o grupo dos “Hortários”.

A primeira grande investida colectiva aconteceu no início de Abril de 2015, com o plantio de cerca de mil pés de hortícolas com certificado bio, da Biobrotar. Seguiram-se meses de cuidado com as crias, escalonamento de regas, novas plantações, colheitas e partilha dos excedentes, muitas vezes fazendo trocas com recurso à moeda ECOSOL.

cabaz

A primeira Assembleia dos Hortários tomou lugar no final de Junho de 2015. Desde o início do nosso envolvimento com este pedaço de terra, temos experimentado vários modelos de auto-gestão da horta comunitária, com maior ou menor grau de sucesso, envolvimento, terra nas unhas, fertilidade, imaginação, abundância….

Enquanto isso, a terra é generosa: as plantas continuam sempre a crescer.

Queres participar?
Lê a Carta de Princípios abaixo.
Envia um email para amep@movingcause.org.
Mais informação:
As actas das assembleias estão disponíveis para consulta.
Ouve sobre a Horta da Partilha no programa de rádio O SOM É A ENXADA.
Vê as fotos da Horta da Partilha no Facebook.

Carta de Princípios da Horta da Partilha

A Horta da Partilha situa-se numa Quinta agrícola, com mais de 15 anos de pousio, e será aproveitada e preservada em todos os seus recursos naturais.

A Quinta é propriedade privada e foi cedida para ser usada com a responsabilidade e direcção de Sara Alves.

O proprietário da Quinta poderá, quando entender, recusar essa cedência avisando com o tempo necessário para que seja feita a colheita dos produtos plantados.

A Quinta é um lugar para trabalhar em grupo onde se partilham conhecimentos e onde se pratique essencialmente agricultura natural, não sendo permitido o uso de agrotóxicos e OGMs.

Os intervenientes (Hortários) deverão saber respeitar e preservar o espaço que lhes foi atribuído (previamente acordado com a Sara Alves) e nunca intervir sem autorização em espaços reservados e não acordados.

A Horta da Partilha, no início do ano de 2015, cedeu a sua zona de hortas (zona 1, descrita no ponto seguinte) ao grupo de Hortários, do projecto AMEP (da associação Moving Cause), que se comprometeu a cultivá-las e tratá-las convenientemente segundo os princípios da agricultura natural.

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Zonamento da quinta:

Zona 0 – Casa + Eira

Zona 1 – Hortas, aromáticas e galinheiros

Zona 2 – Pomar

Zona 3 – Cultivos de pouca extensão

Zona 4 – Culturas extensivas

Utilização da Horta da Partilha

  • Os Hortários trabalham e utilizam os espaços acordados entre todos e com a Sara Alves.
  • A utilização do espaço é sempre colectiva e em prol dos Hortários.
  • Os trabalhos são colectivos.
  • Todas as plantações são para ser “utilizadas” pelos Hortários.

Pagamentos Hortários

  • Cada vez que se atingir o saldo de 100 ecos na conta dos Hortários, faz-se o pagamento aos Hortários em função das horas trabalhadas+investimentos

Registos horas de trabalho

O registo de horas de trabalho estará disponivel:

  • em papel na estufa da Horta e o reponsável compromete­-se em atualizar o registo on­line no final de cada mês.
  • on-line na área partilhada (Google docs) das hortas da AMEP

Venda de produtos

  • Os produtos da Horta só poderão ser vendidos mediante aviso prévio de algum Hortário e na presença de algum Hortário.
  • O Hortário que for responsável por essa venda, será responsável (pode delegar a fuinção a outra pessoa, mas a responsabilidade é sua): pela colheita, entrega, cobrança / confirmação do pagamento dos produtos vendidos e registo da transação (em documento a elaborar).
  • Todos os Hortários têm acesso à conta dos Hortários na Ecossol.

Reuniões dos Hortários

  • Mensalmente realiza-se a Assembleia dos Hortários (em local, data e hora a definir) para definição do plano de trabalhos do mês seguinte e para discussão de outros assuntos.

Andorinhas há 7 anos!

Pelo equinócio da Primavera, celebramos 7 anos desde o lançamento da associação.

Lembro-me bem de quando recebi um email da Sara Moreira com o título “Make yourselves a cup of tea and read this“, com a proposta de fazer parte do grupo fundador da Associação. Estávamos em finais de 2008 e o convite era para me juntar a algo que ainda não se sabia muito bem o quê,  mas que soava a revolucionário, inovador, com uma visão global bem alicerçada nas necessidades do lugar onde cada uma de nós morava. Era um convite dirigido a 9 mulheres de vários cantos do mundo: Timor–Leste, Estados Unidos e Portugal, todas elas dedicadas de alguma forma a criar modelos sociais justos e cooperantes. Algumas através de tecnologias de informação e outras de mãos na terra a semear para colher.

Desde esse dia até agora a associação passou por várias fases… Algumas difíceis, de inércia total (a “moving caos” passou pelo “corredor da morte”), e agora de energias renovadas com o apoio de novos membros que se juntaram à equipa.

O carácter internacional com que a associação foi fundada, ao longo destes anos foi-se dissipando para podermos focar-nos mais no aqui e agora: foram criados projectos dedicados a criar raízes, a trabalhar naquilo podemos realmente fazer no nosso bairro e na nossa comunidade, exemplo disso são a AMEP e o Ser EducAção.

Desta forma a associação tem trazido grandes momentos de alegria pela possibilidade de podermos dedicar-nos de corpo e alma às causas em que acreditamos e por podermos de certa forma fazer disso a nossa maneira de viver.

Agora parece que este 7 traz consigo o final de um ciclo e o início de um novo. De alicerces bem sólidos a associação parece estar novamente pronta para se abrir para o mundo e abraçar projectos internacionais como o Transicionês, em colaboração com a Transition Network, e a rede das AMAP, em parceria com a Urgenci e outras redes europeias.

Estamos muito contentes com o percurso que temos feito e agradecemos a todos os que têm de alguma forma apoiado a associação e a ela dedicado o seu tempo, atenção e energia.

Foram vários anos a sonhar, planear, estruturar, a dedicar horas e horas a reuniões e a concretizar projectos… agora chegou o momento de celebrar!!!

Boa Primavera! Bons voos!
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Falas “transicionês”?

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Adaptado a partir do artigo publicado no website da Transition Network com o anúncio do projecto: Dreaming in Tongues – a multi-lingual adventure begins.

Começamos uma nova aventura! Ao longo deste ano estaremos a trabalhar com a Transition Network num projecto que pretende alavancar e expandir a capacidade de tradução de conteúdos da rede. Conheçam o projecto “Transicionês”.

Desde a criação da primeira “Cidade em Transição” no Reino Unido, em 2006, até aos dias de hoje, o movimento já se alastrou por mais de 50 países, formando uma rede internacional de iniciativas locais dedicadas à resiliência da comunidade, à sustentabilidade ambiental e energética e a uma cultura humana saudável.

Nos últimos 10 anos, a Transition Network publicou variadíssimos materiais que documentam, fundamentam e demonstram o fantástico trabalho que está a ser feito um pouco por todo o mundo. Diariamente são produzidos artigos, vídeos, livros, relatórios, podcasts, etc. Alguns em línguas que se escrevem da esquerda para a direita, outros da direita para a esquerda. Alguns que usam o alfabeto, outros compostos por ideogramas. E a maioria por pessoas super ocupadas que (imaginamos nós) resolvem escrever uma história inspiradora ou traduzir as legendas de um documentário, no intervalo entre uma reunião de trabalho e uma sessão de plantio colectivo em alguma horta ou jardim distante.

No final de 2015, a Transition Network lançou uma convocatória à submissão de propostas para apoiar a rede a melhorar a sua capacidade de tradução a nível local, nacional e internacional. A Moving Cause candidatou-se com uma proposta inspirada na metodologia Dragon Dreaming, e a rede respondeu com um sim!

O nome que demos ao projecto – “Transicionês” – pretende reconhecer a existência um aspecto de criação e jogo linguístico que está subjacente ao trabalho da rede. Que nome daríamos à “língua da Transição”? Será que esta tem falantes nativos? Onde se encontra o seu dicionário?

A primeira fase do projecto arrancou no início de Março com a criação da equipa, da qual fazem parte Sara Moreira e Pedro Portela, da Moving Cause, e Deborah Rim Moiso, da Transição em Itália.

A Footpaths group.
Crédito da imagem: www.dragondreaming.org (Creative Commons Non-Commercial Share-Alike 3.0 unported license)

Estamos a desenvolver o projecto seguindo a metodologia do “Dragon Dreaming” – um processo colaborativo de design e gestão de projectos que guia um grupo de pessoas com um sonho partilhado através de quatro fases: Sonhar, Planear, Fazer e Celebrar.

Começamos agora a fase mágica: estamos a recolher as ideias, desejos e necessidades dos membros da rede para este projecto, através de um inquérito online e de uma série de conversas por email e skype.

Terás tu uma história de tradução para partilhar? Um desastre linguístico para celebrar? Experiências que correram mesmo bem (ou mesmo mal) e que possam ajudar-nos a desenvolver este trabalho? Alguma visão ou sonho de como uma transição mais multilingue poderia funcionar?

Queremos saber tudo! Partilha o teu sonho connosco até ao final de Março, através do formulário disponível em http://tinyurl.com/transitionese, ou envia-nos um email para marcarmos uma conversa skype – transitionese@gmail.com.

Mais informação sobre o projecto e a equipa: 
Dreaming in Tongues - a multi-lingual adventure begins.

Mobilizando o Soajo

moving cows soajo

É oficial! No final do ano 2015 foi constituída a filial Moving Cause Soajo para dar corpo a acções que têm sido desenvolvidas nesse cantinho puro da terra.

Desde Dezembro, e ao longo dos próximos meses, estão a decorrer mensalmente formações na área da educação, com sessões sobre “Materiais montessori”, entre círculos de sonhos e dinâmicas com a comunidade local que pretendem informar e dinamizar educadores, pais, crianças e todas as pessoas interessadas neste tema.

Para Abril está previsto um retiro de três dias de Comunicação Autêntica, onde mais do que a ausência de violência se procura uma forma de comunicar que permita construirmos relações humanas saudáveis e harmoniosas.

Diz-se “se a música é boa deve tocar duas vezes”, pois é o que vai acontecer com o encontro Ser Educação. Como o primeiro nos encheu o coração de alegria e sorrisos de crianças durante três dias, decidimos repetir e estamos em preparação do segundo encontro para Setembro. Este encontro tem vindo a ser planeado em conjunto com alguns dos actores-chave na área da educação de forma a que possa ser uma expressão das necessidades de toda a comunidade educativa local.

Dentro do plano da ecologia haverá em Junho um curso de formação para Professores de Permacultura onde poderemos aprender com a experiência da Sílvia da Floresta e do Orlando como espalhar da melhor forma a mensagem que nos mostra como cuidar da Terra, cuidar das Pessoas e Partilhar Justamente.

Para Julho temos planeado um workshop de Apicultura Natural para que apicultores locais e todas as pessoas interessados possam saber como nos tornarmos guardiões de abelhas na vez de exploradores dos seus serviços e desta forma apoiarmos a restauração da vitalidade deste ser tão importante em toda a Teia da Vida.

Mobilizamos utopias concretas