Dicas da Horta

Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.
Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.

Caros amantes das hortas, jardins e afins,

Iniciamos este Setembro uma secção dedicada aos trabalhos das enxadas e das sementes.

No seguimento da dinâmica que tem marcado os trabalhos na horta da AMEP, queremos partilhar as informações que recolhemos e aplicamos nas nossas actividades!

O tipo de agricultura que desenvolvemos é baseado numa mescla de vários filosofias agricolas: natural, biodinâmica, biológica, convencional sem químicos e outros que tais, e em modo de permacultura. Aprendemos com todos os modos de produção, tendo sempre em mente: cuidar das pessoas, cuidar da terra e a partilha justa dos recursos!

Que esta informação vos seja útil!

SEMEAR

  • ao ar livre e em local definitivo: agrião, cenoura, chicória, coentros, courgette, couve-flor, ervilha, espinafre, feijão, grelo / nabiça, nabo, mostarda, lentilha, rabanete, rábano, rucola, repolho, salsa e segurelha
  • em sementeiras (canteiros): acelga, alface, alho-francês, cebola, cebolinho, cenoura e tomate

Alertamos para o trabalho das sementeiras! Trata-se de uma actividade que requer atenção, dedicação, tempo e tudo o que tivermos para dar. Devemos encarar o local de sementeira (em local definitivo, mas principalmente, nas estufas) tal qual uma maternidade 🙂

PLANTAR

  • morangueiros, couve-penca, couve-galega, couve-flor

Podes encontrar pequenas mudas, prontas para transplantar, em feiras, hortos, cooperativas agrícolas, entre outros estabelecimentos.

COLHER

  • feijão e cebolas maiores

RESERVAR

  • sementes das cebolas maiores

Atenção! Para conservares as sementes lembra-te que a humidade é um factor muito importante. Reserva-as em local fresco e seco, sem contacto com água ou humidade. Caso contrário, é bem provável que apodreçam e percam a sua capacidade germinativa!

Esperamos nós que em Setembro possamos ter “Sol na eira e chuva no nabal”!!

Saudações!

Festival Feminista

Illustration by Denise Beaudet / Roots To Resistance: A Project About Art Activism And Global Connection
Illustration by Denise Beaudet / Roots To Resistance: A Project About Art Activism And Global Connection
FESTIVAL FEMINISTA
Porto, Outubro de 2015
 ENVIA A TUA PROPOSTA até 31 de Agosto!
formulário abaixo inscrições encerradas | acompanha através do Facebook

2015 é o ano da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. A Caravana Feminista saiu da Turquia (Curdistão), no dia 8 de Março, e está a viajar pelo norte, sul, este e oeste da Europa, parando no Porto nos dias 12 e 13 de Outubro.

Vemos esta passagem como uma oportunidade de mobilização e debate feminista que se sente necessária e urgente no Porto e no país. Por isso, vamos receber a Caravana Feminista e fazer do mês de Outubro o mês dos feminismos na cidade do Porto.

Lançamos o desafio a todas as pessoas, coletivos, associações, artistas, projetos artísticos, projetos de intervenção social interessadas nas lutas feministas para a participação neste Festival Feminista 2015.

O Festival Feminista está aberto a iniciativas tão diversas como exposições de artes plásticas, fotografia, instalação, ações de rua, teatro, teatro do oprimido, cinema, vídeo arte, dança, sessões de debate e tertúlias, apresentação de livros, oficinas e workshops, performances, concertos, entre outras.

Sendo que a Caravana Feminista tem “Corpo e Território” por tema, surgem-nos como temas possíveis para as intervenções o direito ao corpo e à saúde, pobreza, violência policial e institucional, ocupação do espaço público, assédio sexual, violência de género, soberania alimentar, feminismos negros e cigano, habitação e direito à cidade, trabalho (pago e não pago), discriminação sobre as mulheres lésbicas, adopção por casais homossexuais, racismo, migrações, história das artes das mulheres, entre outros que queiram propor.

Até 31 de Agosto a organização do Festival Feminista 2015 estará a receber propostas para o Festival. ACTUALIZAÇÃO: INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Convidamos a todas as pessoas/coletivos/associações interessadas neste projeto a submeterem uma proposta de actividade para o Festival Feminista através do formulário abaixo ou disponível em http://tinyurl.com/festfeminista-porto.

Se tens um espaço que possa receber alguma iniciativa do Festival contacta-nos através do email festfeminista.porto@gmail.com.

Abraço feminista,

ContraBANDO
Confraria Vermelha – Livraria das Mulheres
Espaço Compasso
Marcha Mundial das Mulheres
Mira Fórum
Moving Cause
Precários Inflexíveis
Aida Suárez
Aline Flor
Ana Afonso
Diana Fontão
Elisabete Monteiro
Francisca Amaral
Nicole Geovana
Patrícia Martins
Sara Leão
Sara Moreira
Susana Constante Pereira

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Curso de Introdução ao Dragon Dreaming

Curso de Introdução ao Dragon Dreaming com Virgílio Varela
Casa da Alegria, Porto
25, 26 e 27 de Setembro
 INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA!

DRAGON DREAMING

“Uma filosofia de desenho integral que tem em conta a sustentabilidade em todos os aspectos das nossas vidas”.

Num mundo em constante mudança e evolução rápida, a sustentabilidade das nossas vidas e projetos podem ser uma tarefa complexa. Para tal é necessário desenvolver estratégias flexíveis, criativas e inovadoras que actuam como ponte para a nova sociedade do século XXI. É por esta razão que precisamos de uma nova cultura baseada na comunicação autêntica, da confiança e da componente lúdica. E de algumas equipas de pessoas que realmente sabem como trabalhar juntas, assumindo compromissos e responsabilidades partilhadas. Dragon Dreaming é a metodologia que nos ajuda a alcançar estes objetivos. Uma ferramenta para a construção de projetos resilientes e inspiradores que tornam os seus sonhos realidade e incentivam a uma cultura mais sustentável e humana.

O Dragon Dreaming leva-nos para fora da nossa zona de conforto para acedermos ao ponto da nossa maior criatividade, adotando-se, ao mesmo tempo, uma cultura de ganha-ganha e uma comunicação autêntica. Em Dragon Dreaming trabalhamos com um processo de 4 fases: Sonhar, Planear, Fazer e Celebrar; 12 etapas diferentes e mais de 60 ferramentas. Ao utilizar estas ferramentas na sua organização, a sua reação e capacidade de adaptação às mudanças aumentará e alcançará uma maior coesão entre todas as partes interessadas; facilitando um processo de co-criação e realização de projetos de forma inclusiva e agradável.

Criatividade e Inovação

O nosso cérebro é uma fonte inesgotável de criatividade. As nossas mãos são o veículo através do qual a criatividade transforma-se em inovação. Gerar novas idéias é o primeiro passo para fazer coisas novas.

Sucesso Partilhado

A criatividade de um grupo é muito maior que a soma da criatividade dos seus indivíduos. Criação de sinergias é uma excelente forma de sustentar os nossos projectos. Para aproveitarmos a sinergia do grupo requer aprender a partilhar e a colaborar, colocando a inteligência individual ao serviço do colectivo.

Sustentabilidade

Por consideração e respeito pelas gerações futuras, desejamos deixar o nosso ambiente em melhor estado do que o encontramos. Uma consciência plena envolve compromisso e respeito pelo o bem-estar global.

Uma metodologia para o benefício comum

Um projecto Dragon Dreaming tem 3 princípios fundamentais:

1- Crescimento e desenvolvimento pessoal do indivíduo que participa

2- Impacto positivo na comunidade onde o projecto for implementado

3- Respeito pelo ambiente e o Planeta

Dragon Dreaming é um método holístico que procura maximizar a criatividade.  Tem como base a Teoria dos sistemas vivos, a Ecologia profunda, o conhecimento ancestral da cultura aborígene australiana e os métodos tradicionais de gestão de projetos.

A formação em Dragon Dreaming ajuda comunidades, empresas e indivíduos através do fornecimento de ferramentas que permitem desenvolver projetos com um impacto alargado,através da sua filosofia de comunicação carismática e da criação de uma cultura de “ganha-ganha”.

Como pode o Dragon Dreaming maximizar o nosso potencial criativo?

Ao colocar em prática o Dragon Dreaming, temos a oportunidade de mudar as regras do jogo e transformar a experiência de realizar um projecto numa celebração. Todo projeto, de acordo com Dragon Dreaming, consiste em quatro etapas:

Sonhar

Todo o projeto começa com o sonho de uma pessoa. Este sonho normalmente é partilhado com outras pessoas para torná-lo realidade. O Dragon Dreaming propõe que, nesta etapa, o sonho individual deve morrer para ver o renascimento de uma nova equipa de sonho, um grupo muito mais poderoso. Assim começa um projeto Dragon Dreaming, o que o torna uma ferramenta ideal para o espírito empreendedor.

Planear

É nesta etapa em que são consideradas alternativas, não só do ponto de vista da equipa que está a realizar o sonho, mas também daqueles que resistem ou não acreditam no projecto. O Dragon Dreaming identifica essas pessoas como as mais importantes, desde que suas resistências se tornem uma fonte sábia de conhecimento para o nosso projeto. Nesta fase, também criamos uma estratégia que inclui um orçamento e uma agenda. Em Dragon Dreaming é importante prototipar a estratégia e experimentar para que possamos aprender o mais rápidamente possível. Ao manter os círculos de feedback curtos, eles permitem-nos alcançar a excelência nos nossos projectos mais rapidamente.

Fazer

Esta é a etapa da implementação. O projeto vê a luz do dia e começamos a geri-lo . Adaptamos o planeamento, o tempo e os custos. Mas a questão mais importante é se estamos a realizar o nosso sonho original ou estamos a deixar-nos levar cegamente pelo o projeto para uma outra direcção que não é compatível com o que queríamos? Vamos acompanhar e monitorizar o nosso progresso até chegarmos à ferramenta Karabirrdt: o tabuleiro de jogo do Dragon Dreaming . O Karrabirrdt é a forma de gestão de projetos inspirada nos aborigines australianos que o utilizam há mais de 5.000 anos! O processo tem que ser vivido na prática. O Dragon Dreaming é uma ferramenta que pode mudar a maneira como gerimos os projetos e até mesmo a nossa vida.

Celebrar

Esta é a fase que nunca é mencionada na gestão de projetos tradicional. Mas é uma das mais importantes , ajuda-nos a criar equipas e comunidades para manter vivos o sonho e a motivação. Ajuda-nos a manter o stress à margem e adquirir novas zonas de conforto, para ter uma nova consciência do que estamos a fazer. Ajuda-nos a manter o sonho vivo! É aqui que começa um projeto bem sucedido.

Na conclusão deste workshop Curso Introdutório Dragon Dreaming os participantes terão:

1. Aprendido as etapas e fases de um projeto bem sucedido e sido capazes de aplicar a metodologia no seu próprio projeto

2. Experimentado um círculo de sonhos Dragon Dreaming e sido capazes de usar esta ferramenta para criar seu próprio projeto

3. Observado como se constrói uma ponte entre o circulo dos sonhos e o Karabirrdt, através de uma gama de técnicas, incluindo a criação conjunta de objetivos e da meta do projecto.

4. Desenhado um Karabirrdt para um projeto e adquirido noções sobre como usar esta ferramenta para criar a sua própria estratégia de desenho de projectos colaborativos

5. Criado um sistema de apoio ao projecto para acompanhar e ajudar os membros da equipa no desenvolvimento do projeto

Total formação: 20 horas

• Do Sonhar para o Planear

• Comunicação carismática

• O Círculo dos sonhos – construindo o sonho coletivo

• O processo de mudança

• Do planear para o Fazer

• Criação de objectivos e meta

• O Karabirrdt

• Revisão, avaliação e regresso à celebração.

Formador: Virgilio Varela

O Virgilio Varela é um apaixonado pela educação enquanto ferramenta de descoberta e crescimento. Tem uma vasta experiência na utilização de ferramentas inovadoras no trabalho com jovens e comunidades. Em Portugal trabalhou como formador no Instituto Português da Juventude e coordenou projectos no Programa Escolhas. Em Inglaterra implementou o Youth Parliament em Hackney e o Youth Opportunity Fund em Camden, projecto que recebeu um prémio de distinção. Regressou a Portugal para trabalhar na associação TESE, onde lançou o projecto Do Something. E posteriormente ingressou a equipa de Inovação Social da Fundação EDP, para coordenar a gestão do Hub de Inovação Social.Actualmente trabalha como consultor e formador na área de inovação e social comunitária com grupos, associações, fundações e empresas. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, mestre em Educação pelo King’s College, University of London, diplomado em Gestão de Projectos pelo Institute of Leadership and Management. Tem uma vasta experiência como formador a nível nacional e internacional (Alemanha,Brasil, França e Inglaterra) nas áreas da participação, capacitação, desenvolvimento pessoal, criatividade, Gestão de Conflitos, Educação pela Arte, Inovação Comunitária. Fez a formação inicial em Dragon Dreaming com Ita Gaubert e a formação de formadores com o co-criador desta metodologia, o antropólogo australiano John Croft. Posteriormente realizou outras formação de especialização nesta metodologia com John Croft.

Site oficial do método Dragon Dreaming: http://www.dragondreaming.org/

Local do Curso

O Curso irá decorrer na sede da Associação Moving Cause na Rua da Alegria 953, Porto.

Horários

  • Sexta-feira, 25/09 das 18h00 às 22h00
  • Sábado, 26/09 das 09h30 às 19h00
  • Domingo, 27/09 das 09h30 às 19h00

Alimentação

No sábado e domingo ao almoço serão servidas refeições vegetarianas. Estão também disponíveis café, chá, sumos e snacks a meio da manhã e da tarde.

Informações adicionais por email: p.miguel.portela@gmail.com

Inscrições

  • Associados Moving Cause: 90€
  • Não-associados Moving Cause: 100€

Pagamento parcial em Ecosois (moeda solidária do Porto)

  • Associados Moving Cause: 80€ + 10 Ecosois
  • Não-associados Moving Cause: 90€ + 20 Ecosois

Mais informações sobre o Movimento Ecosol aqui.

Se te quiseres fazer associado e usufruir do desconto imediato, associa-te aqui!

Com 14 inscrições pagas, atribuiremos duas bolsas a pessoas da comunidade que estejam desempregadas e sem possibilidade de pagar o curso mas que queiram muito participar e realizar os seus projectos. Deverão enviar um email para info@movingcause.org a explicar a sua situação e a organização fará a atribuição.

Inscrições através do formulário abaixo

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Ser EducAção Encontro 2015

Encontro Ser EducAção 2015 Soajo, Arcos de Valdevez 4, 5 e 6 de Setembro

Encontro Ser EducAção 2015
Soajo, Arcos de Valdevez
4, 5 e 6 de Setembro
 PROGRAMA (descarregar pdf) & INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA!
INSCRIÇÕES PARA VOLUNTÁRIOS
INSCRIÇÕES PARA REFEIÇÕES

No coração do Parque Nacional da Peneda Gerês, na aldeia do Soajo, rodeada de montanhas, florestas e lagoas de água pura, terá lugar o encontro Ser EducAção. Serão três dias de encontro para refletir sobre Ser, Educar e Agir.

Ser e Educar

De forma a contribuir para uma educação integral, consciente, participativa, activa e sustentável serão dinamizados diferentes círculos de partilha e reflexão sobre Educação Libertária, Ensino Doméstico, Permacultura na Educação, Parentalidade entre outros.  Pretende-se também fornecer ferramentas que possam ser usadas individualmente no trabalho com crianças e esclarecer assuntos relacionados com questões legais do sistema educativo. Contaremos com a participação do Professor Jacinto Rodrigues que irá partilhar o trabalho e reflexões sobre Educação do Padre Himalaya, natural desta zona (Cendufe, Arcos de Valdevez).

Saberes Tradicionais

Pretendemos potenciar os costumes da vila e o seu desenvolvimento local e por isso haverá oficinas de artesanato e saberes tradicionais para míudos e graúdos onde se pretende ir buscar e honrar os conhecimentos dos nossos antepassados, que para além de nos ensinarem a fazer pão, a trabalhar o barro, a tecer e a fiar também nos contavam histórias da terra e ensinavam a brincar com os jogos tradicionais. À noite haverá a possibilidade de participar num ensaio do rancho folclórico local e aprender a dançar o vira do Minho!

Fiadeiras. Foto de Sr. António Neto
Fiadeiras. Foto de Sr. António Neto

Projectos Educativos

No sentido de fortalecer redes de pais, educadores, crianças, impulsionadores de educação, munícipes, comunidade local, serviços e instituições, serão apresentados vários projectos educativos de grande importância. Contaremos com a participação da Rede Educação Viva,  do Serviço Educativo da Fundação de Serralves, do Movimento de Educação Livre e de diferentes projetos educativos que estão a germinar no Norte do país como O Mundo Somos Nós (Braga), Sementes de Liberdade (Esposende), Os Eres (Leça da Palmeira), Escola Viva (Porto), Casa do Sol (Matosinhos), Gomos da Tangerina (Guimarães). Pretende-se também contribuir para a criação e dinamização de uma comunidade de aprendizagem no Soajo.

Terra das Crianças

Na Terra das Crianças além das oficinas haverá espaço para brincar, criar, relaxar… para crianças dos 0 aos 100!

Expressão Artística e Espiritual

Queremos proporcionar um fim semana libertador, consciencializante, inspirador e unificante e por isso propomos actividades artísticas que dêem aso à criatividade. Vamos brincar com a Casa das Brincadeiras em Construção, expressar-nos através da pintura, dança e teatro. Haverá apresentação de espectáculos de teatro e uma actuação do rancho folclórico local. Os dias começarão com yoga e meditação e faremos caminhadas pela Natureza onde esperamos encontrar inspiração para lançar as sementes de uma Escola de Sonho!

Consulte o Programa detalhado aqui (.pdf).

Espigueiros do Soajo
Espigueiros do Soajo

Este Encontro é promovido pela Associação Moving Cause, projeto Manta do Gato, Projeto agro-ecológico do Soajo e Campo do Gerês e projeto ComUnidade. Dirige-se a todos os pais,crianças, professores, educadores, e comunidade em geral.

O Encontro Ser EducAção conta com o apoio de várias entidades locais: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez, Associação de Pais dos Arcos de Valdevez, Casa das Artes, Centro Social e Paroquial de Soajo, Junta de Freguesia do Soajo, Casa do Povo do Soajo,  Associação Recreativa do Soajo, entre outros. Bem haja a todos!

Inscrições

Entrada por donativo. Inscrições através do formulário abaixo ou em sereducacao.eventbrite.pt.

Mais informações

Para saber mais sobre a localização, os transportes, a alimentação e o alojamentono Soajo, percorra os separadores abaixo:

[su_tabs active=”1″][su_tab title=”Local / Como chegar”]Os debates e oficinas irão decorrer em diferentes espaços pela aldeia. O ponto de encontro será na Casa do Povo.

Coordenadas GPS 41°52’25.76″N 08°15’51.33″W

// Como chegar de carro:
Do Porto/Braga, siga pela A3 em direcção a Valença. Saia ao Km 78 em direcção aos Arcos de Valdevez, após a portagem siga no IC28, saindo após 15km em direcção a Arcos de Valdevez. À entrada da vila dos Arcos siga as indicações para o Soajo/Mezio/Parque Nacional de Peneda Gerês. Cerca de 3 km depois dos Arcos de Valdevez deve virar à direita em direcção ao Soajo/Mezio. Continue durante 18km ate ao Soajo.

// Como chegar de transportes públicos
Pode viajar de comboio e autocarro até Braga. A partir de Braga, há autocarros para Arcos de Valdevez e daí para o Soajo.

// Partilha de boleias:
Partilhem ou procurem boleias nos sites blablacar.pt, boleia.net e/ou deboleia.com.

// Gasolina
É importante saber que os postos de abastecimento de gasolina mais próximos de Soajo se encontram a 23km de distância em Arcos de Valdevez ou a 25km em Lobios, Espanha.

// Estacionamento
De forma a não atrapalhar a circulação do trânsito na aldeia aconselhamos as pessoas a deixarem os carros no Largo da Feira ao lado dos emblemáticos Espigueiros comunitários do Soajo.[/su_tab] [su_tab title=”Alimentação”]Haverá uma equipa da Associação o Mundo Somos Nós a preparar refeições vegetarianas no espaço da Casa do Povo onde irá decorrer parte do evento. O valor das refeições será 3,5 bolotas para reservas antecipadas ou 5,5 bolotas para senhas compradas durante o encontro. Caso deseje reservar refeições envie email a informar. Na aldeia do Soajo há também 3 restaurantes onde se pode saborear a gastronomia local, 2 padarias, 3 cafés e 2 mercearias. [/su_tab] [su_tab title=”Alojamento”]O alojamento poderá ser feito no parque de campismo da Travanca a 6 km do centro do Soajo. Haverá carrinhas de apoio disponíveis para transporte entre o Parque de campismo e a aldeia. Neste parque há condições de apoio a caravanas. Poderá também procurar alojamento aqui ou aqui.[/su_tab][/su_tabs] [su_divider top=”no” style=”dotted”]

Faça um donativo

O Encontro Ser EducAção é organizado por voluntários que acreditam na necessidade de cultivar uma sociedade mais cooperativa, sustentável e feliz. Este é um Encontro de todos para todos. Para a sua concretização houve um imenso investimento de energia e dedicação por parte da equipa de produção e por todas as pessoas que vêm partilhar os seus saberes nas diferentes oficinas. Os donativos serão utilizados para pagar a todos aqueles que tornaram possível concretizar este Encontro. No caso de excedermos o valor necessário, este será investido em projetos educativos para a Vila do Soajo.

Escolhemos esta modalidade de pagamento porque queremos que cada um colabore de forma consciente e responsável. Pedimos que calculem o vosso donativo tendo em conta:

  • a motivação que o/a leva a participar no evento;
  • o seu contexto pessoal/familiar e os seus recursos materiais;
  • o contexto do evento e relevância atribuída ao mesmo;
  • o número de vagas de participantes;
  • as despesas relativamente a materiais de comunicação e de logística;
  • o tempo e investimento dispendido pelos facilitadores das oficinas.

Desta forma, queremos possibilitar a participação de todos e confiamos que todos cuidem da sustentabilidade deste movimento de transformação.

A sua inscrição é um compromisso. Por favor inscreva-se atempadamente para facilitar o trabalho de logística. Pode fazê-lo aqui: sereducacao.eventbrite.pt. Se não puder comparecer por favor cancele a sua inscrição para dar lugar a outra pessoa. Obrigada!

Relatório de Transparência AMEP

Chegamos ao final da primeira temporada AMEP! De Novembro de 2014 a Julho de 2015, a Moving Cause organizou 6 ciclos de consumo e produção de alimentos e outros bens essenciais, envolvendo ao longo dos meses cerca de 40 “prossumidores” nesta Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade. O presente relatório resume os principais números do 6º e último ciclo da época 2014/15, e faz um apanhado dos principais totais do ano.

Ciclo: 6º
 Duração: 5 semanas
 Início: 3 de Junho de 2015
 Fim: 1 de Julho de 2015
 Nº de Prossumidores: 23
 Nº de Produtos: 48
Relação entre transações em ecos e euros no 6º ciclo AMEP
Relação entre transações em ecos e euros no 6º ciclo AMEP

VOLUME DE TRANSAÇÕES / 6º CICLO

Houve um ligeiro aumento na proporção de ecos usados nas transações relativamente ao ciclo anterior. Ainda assim a relação continua longe do ideal, que seria que a percentagem de euros não fosse maior que 15% do volume total das transações tal como aconteceu no 1º ciclo (1º ciclo = 14%; 2º ciclo = 45%; 3º ciclo = 38%; 4º ciclo = 35%; 5º ciclo = 42%).  ​Ver gráfico da evolução abaixo.

Com o 6º ciclo atingiu-se um volume total de 2671 unidades monetárias transacionadas desde Novembro de 2014 (~1690 ecos + ~994 euros).

Evolução do volume de transações ao longo dos 6 ciclos da temporada AMEP 2014/15
Evolução do volume de transações ao longo dos 6 ciclos da temporada AMEP 2014/15

BALANÇOS INDIVIDUAIS / 6º CICLO

A tabela abaixo apresenta os totais de consumo e produção de cada “prossumidor” no 6º ciclo, bem como o valor dos donativos angariados (114,70 ecos neste ciclo), a reverter para o trabalho de organização da AMEP.

A coluna “balanço” tem em conta a diferença entre aquilo que cada um produziu e o que consumiu+doou à organização (a aplicação das contribuições livres é explicada abaixo).

Por último, em jeito de “anti-sigilo-bancário”, a coluna “Saldo (cyclos)” apresenta o saldo actual de cada prossumidor na plataforma ECOSOL (à data de 30/06/2015). A publicação destes valores serve de referência para aprofundarmos o potencial “solidário” da economia solidária, pensando em formas de apoiar aqueles que estão com mais falta – ou excesso! – de ecos. (Sim, excesso. A beleza desta economia também reside no facto de não valer de nada acumular moeda, portanto os mais “ricos” também têm de se preocupar em arranjar forma de encontrar uma aplicação e fazer circular a sua riqueza.)

PROSSUMIDOR/A 6º CICLO AMEP Consumo Produção Donativo Balanço Saldo (cyclos)
ecos euros ecos euros ecos ecos euros ciclo anterior ciclo actual
Ana Rego 10.00 5.60 -10.00 -5.60 -35.35
Carina 11.00 5.50 -11.00 -5.50 -19.15
Catarina (Pão Nosso) 5.00 1.50 -5.20 -25.20 5 -4.80 23.70 -5.7 -6.25
Cuka 34.90 0.00 -50.00 0.00 30 -14.90 137.6 115.7
Escola Viva 20.00 17.00 -20.00 -17.00 -24
Elene 12.20 10.70 -30.00 0.00 17.80 -10.70 123.1 107.8
Filipa 15.40 1.50 -3.50 -37.00 -11.90 35.50 -3.3 8.4
Helena 0.00 0.00 -15.00 0.00 15.00 58.6 73.6
Joana 12.90 1.50 -21.00 -21.00 8.10 19.50 -0.8 7.55
Lilia 6.00 6.00 -6.00 -6.00 -14.85 -17.6
Luis Tiago / SEDE 33.20 3.00 6.8 -40 -3.00 63.8 27.15
Luisa C 23.65 8.75 -17.00 -1.50 10 -16.65 -7.25 54.65 42.1
Luisa B 16.10 18.80 -15.00 0.00 2.9 -4 -18.80 -17.55 -21.55
Natalia + Pedrosa 29.65 27.55 -29.65 -27.55 0 / 77.13 0 / 54.38
Nuno 0.00 0.00 -25.00 -12.00 10 15.00 12.00 47.15 46.85
Olides 0.00 0.00 -7.50 -7.50 20 -12.50 7.50 -7.33 -1.93
Pão Nosso
Portela 0.00 0.00 -9.00 0.00 5 4.00 -46.8 -37.8
Rogerio 0.00 0.00 -5.00 -14.00 5.00 14.00 -5.05 10.55
Sara 22.85 6.25 -15.00 0.00 -7.85 -6.25 13.45 57.6
Vo Guida 9.50 19.30 -42.70 -22.50 25 8.20 3.20 119.7 130.45
Ze Pedro 17.75 7.75 -17.75 -7.75 6 -5.55
Tripeira -19.20 0.00 19.20 58.8 90.8

RETRIBUIÇÃO PELO TRABALHO DE ORGANIZAÇÃO

No seguimento do método adoptado no ciclo anterior, o trabalho de organização da AMEP passa a ser pago, com vista a tornar o esforço mais sustentável. Partindo do valor angariado com as contribuições livres que foram feitas neste ciclo (num total de 114.70 ecos), sugere-se a aplicação das mesmas da seguinte forma:

Horas Retribuição Tarefas assumidas
Filipa 12.5 62.50 contactos pre-ciclo, tabela de produtos e mapa geral, balanço, pagamentos
Sara 5 25.00 balanço, pagamentos
Pedro 2 10.00 mapas de distribuiçao semanal
Moving Cause [donativo] 17.20 diferença entre o total de donativos e valor/hora pago à equipa
Total 19.5 114.70

Na retribuição não foram tidas em conta as horas de distribuição (2 horas por semana). Esta tarefa deve passar a ser voluntária e rotativa entre os participantes da AMEP.

Estimativa das horas de trabalho por ciclo (*)

TAREFA HORAS DESCRIÇÃO
Contactos aos produtores 1 Chamada pré-ciclo à participação de produtores e contactos para a recolha da listagem de produtos, preço, quantidade e disponibilidade semanal.
Preparação das reuniões 1 Planeamento das reuniões de preparação de ciclo.
Tabela de produtos 2 Criação da tabela de produtos disponíveis para o ciclo a ser usada como base para as encomendas (em papel e/ou digital).
Folhas de encomendas / produção 5 Preparação da folha de cáculo base partilhada no GDocs e lançamento das encomendas para todos os prossumidores.
Balanços 2 Verificação dos totais a pagar por cada prossumidor e cálculo dos balanços do ciclo.
Mapas de distribuição semanal 2 Criação dos mapas de distribuição semanal com as quantidades a levantar / entregar por cada prossumidor.
Facilitação de pagamentos 4 Apoio aos consumidores nos pagamentos em ecosois e euros na 1ª semana do ciclo; pagamentos aos produtores na 2ª semana.
Comunicação 1 Emails e contactos telefónicos frequentes com os prossumidores para garantia do correcto funcionamento da AMEP.
Distribuição 8 2 horas por semana procuram-se voluntários para assegurar esta parte!
TOTAL 18 horas Valor aproximado
Contribuição ideal 180 ecos Caso se siga o valor-referência de 1 hora de trabalho = 10 ecosois

(*) o cálculo baseia-se na fase experimental em que os ciclos tinham a duração de 4 semanas.

PRODUTOS / 6º CICLO

Dos 10 produtos disponíveis no 1º ciclo AMEP, passou-se para 48 no último ciclo da época 2014/15
Dos 10 produtos disponíveis no 1º ciclo AMEP, passou-se para 48 no último ciclo da época 2014/15

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PDC Soajo: cancelado

CURSO CERTIFICADO DE DESIGN EM PERMACULTURA | SOAJO
Projecto AgroEcológico do Soajo (PAES), Parque Natural Peneda-Gerês
De 7 a 19 de JULHO de 2015
Formadores: Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Ass.) & Joana Costa
com a colaboração de Duarte Gomes e Arlete Silva
vivência comunitária, aulas práticas e muito mais!
 INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA! (até ao dia 5 de Julho)

PDC Soajo
É com grande prazer que o PAES vai organizar o Primeiro Curso de Design em Permacultura em pleno Parque Natural Peneda-Gêres, na linda vila de Soajo. Este curso vai servir como lançamento do projecto, com os objectivos de criar uma vivência comunitária, com partes práticas, partilha de conhecimento e experiências.

O curso decorrerá ao longo de 13 dias, será dado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um “PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.

soajo-arco-irisPERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição» liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

OBJECTIVOS

  1. Ensinar e difundir a Permacultura.
  2. Orientar os participantes num caminho de transformação para a sustentabilidade.
  3. Ensinar a Permacultura nas montanhas do Parque Natural Peneda-Geres.
  4. Desenvolver ferramentas de design que possam ajudar no planeamento, implementação e manutenção de projectos.
  5. Ajudar a impulsionar o Projecto AgroEcológico do Soajo.
  6. Criar uma experiência real de vivência comunitária no campo.

PROGRAMA

  • Chegada dos participantes no dia 7 de Julho por volta das 15:00 para as apresentações, visita guiada aos espaços do curso e instalação de tendas.
  • Dia livre 13 de Julho, não haverá refeições nem actividades
  • Partida no dia 20 de manhã.
  • Horário: 9:30h-13:30h e das 15:00h às 19:00h (podendo estar sujeito a alterações)

CONTEÚDOS

  1. Princípios e éticas da permacultura
  2. Ler a paisagem. Observação dos padrões e ciclos da natureza
  3. Princípios dos ecossistemas, clima e biogeografia aplicados na permacultuta
  4. Princípios de Design: Processo de análise, zonas, plano energético eficiente…
  5. Identificação de recursos. Água no meio envolvente, recolha e conservação de água, energia solar…
  6. Construindo solo saudável: base da estrutura do solo, textura, etc. Estratégias para melhoramento de solos usando adubos verdes, composto, alfombra ( mulch), etc. Controlo da erosão.
  7. Estabelecendo horta em permacultura, florestas de alimentos, Base de como seleccionar e manter os estes sistemas. “ Como produzir mais alimento em pouco espaço” (método bio- intensivo)
  8. Recolha e conservação de sementes
  9. Design de barreiras contra ventos / fogos
  10. Habitações / abrigos saudáveis: seleccionando lugar para a casa. Materiais não tóxicos. Sistemas de construção natural
  11. Tecnologias apropriadas: Casas de banho secas, desidratadores solares, Fornos e fogões em barro (Cob), energias alternativas, reciclagem de materiais.
  12. Estratégias de permacultura urbana.
  13. Introdução ao design de comunidades sustentáveis e eco-vilas. Sistemas de organização em grupo. Economia alternativa, estratégias para uma nação global.

pdc2ÉTICA AMBIENTAL E SOCIAL

O curso pretende apoiar a formação de pessoas mais conscientes, autónomas e resilientes, capazes de agir e inspirar a agir de forma mais justa e sustentável ambiental e socialmente.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

O curso vai ter lugar em três zonas distintas, a zona da cozinha, a sala de aula e a zona de camping.

A alimentação será vegetariana, o mais local possível e/ou biológica. (Caso tenha alguma necessidade alimentar, por favor especifique). O pequeno almoço, o almoço e o CoffeBreak são da nossa responsabilidade, o jantar será preparado pelos participantes

Alojamento em tendas ao encargo de cada participante, casas de banho secas e uma zona de duche solar.

Tarefas de Grupo
A vivência comunitária implica trabalhos de grupo para manter o espaço funcional

  • 19:00 – 20:00: Limpeza e manutenção das casas de banho e da sala de aula; Preparação do Jantar.
  • 21:30 – 22:30: Limpeza e manutenção da cozinha

Material necessário
Tenda, colchão, saco cama (quente que à noite faz frio), lanterna, blocos de notas, canetas, roupa e luvas de trabalho, impermeáveis e galochas (pode chover)

A cada participante será oferecido um sabonete caseiro e haverá pasta dos dentes natural disponível. Como os sistemas de tratamento de água são biológicos, não será permitida a utilização de qualquer tipo de produtos higiénicos que não sejam biológicos.

Como a nível de energia funcionamos apenas com pequenos sistemas fotovoltaicos, podemos não ter capacidade para carregar telemóveis nem computadores.

Zona de fumadores só será permitido fumar nos locais indicados.

A bomba de gasolina mais próxima fica nos Arcos de Valdevez, a cerca de 23km de distância.

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FICHA TÉCNICA
Programação/Coordenação
Yassine Benderra
Joana Costa
Duarte Gomes
Arlete Silva

PDC Soajo

“Um beijo rasante”

«As andorinhas surgiram imptuosa e inesperadamente,
com o arfar de uma nova estação ansiosa por desabrochar. 
 
A memória que guardo delas é a de um ápice dinâmico de energia que se cruza entre o vento e o espaço  em voos rasantes à própria ambição de se superar; em espasmos de alegria contínuos que se definem num voo, num voo de intenções e vontades que rasga o ar em piruetas e contra picados até à conclusão de um só objectivo.
 
São, um exemplo claro de resistência e de determinação colectiva, 
percorrendo mais de 10 mil km por migração com as suas leves 40 e pico gramas.. 
Encarnam o conceito cíclico da mudança sazonal e da regeneração da vida
analogamente ao impacto que a Moving Cause terá nos diferentes contextos sociais.

Hinos à elegância e ao espírito comunitário que trazem com a colónia são
seres apaixonados e sociáveis que deleitam de personalidade o ar quente do verão.  
indiciadas por si mesmas superam essencialmente pela sua pura genuinidade.»

Memória descritiva de Vitor Carneiro, designer do logotipo da Moving Cause. 28/05/2009

Gratas eternamente!

Curso de Permacultura Braga

CURSO CERTIFICADO DE DESIGN EM PERMACULTURA | BRAGA
 Quinta Pedagógica de Braga, Mosteiro de São Martinho de Tibães
 25 de ABRIL - 28 Junho de 2015
Formadores: Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Ass.) & Joana Costa
Formador convidado: Guy Miklos (diplomado pela UK Permaculture Ass.)
 INSCRIÇÕES NO FUNDO DA PÁGINA! FECHADAS

Este curso oferece uma viagem de seis fins de semana alternados pelo mundo da Permacultura, será dado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um “PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.

Dentro da cidade, nos espaços da Quinta Pedagógica de Braga e no Mosteiro de Tibães, serão desenvolvidas várias actividades teórico-práticas. O curso conta ainda com formações específicas dadas por formadores convidados, visita a quintas com sistemas de Permacultura e um fim de semana de vivência comunitária, que permitirão visualizar algumas soluções práticas implementadas e partilhar experiências num ambiente natural.

Primeiro Curso de Design de Permacultura no Espaço Compasso, Porto (2012)
Primeiro Curso de Design de Permacultura no Espaço Compasso, Porto (2012)

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição» liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

OBJETIVOS

  1. Ensinar e difundir a Permacultura.
  2. Orientar os participantes num caminho de transformação para uma vida mais ecológica, sustentável e natural.
  3. Oferecer um curso completo de Permacultura em Português, em horário acessível a quem trabalha.
  4. Ensinar a Permacultura na cidade, proporcionando ainda experiências no campo.

PROGRAMA

O curso decorre aos Sábados e Domingos das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 nas datas indicadas no programa (pdf). Ao longo de mais de 96 horas de atividades, serão abordados os temas fundamentais da Permacultura e dinamizadas muitas experiências práticas.

Clique aqui para descarregar o programa completo (em pdf), incluindo informação sobre o Fim de Semana de vivência comunitária, que permitirá ter aulas de campo, onde é possível observar a implementação prática de várias técnicas abordadas em Permacultura.

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

Ética Ambiental
O curso tem o intuito de formar pessoas mais conscientes capazes de agir como catalisadores de mudança positiva no sentido da construção de modos de habitar o mundo mais sustentáveis.

Ética Social
O curso é orientado para apoiar a resiliência e estimular a autonomia dos participantes na procura de novas formas de olhar o mundo e na busca de soluções alternativas para resolver os problemas e desafios do dia-a-dia.

Refeições
O almoço encontra-se a cargo dos participantes, sendo no entanto possível a quem o desejar trazer a sua refeição e almoçar informalmente.

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FICHA TÉCNICA
Programação/Coordenação
Joana Costa e Yassine Benderra (diplomado pela UK Permaculture Association)
Sara Moreira (ass. Moving Cause)

Clica aqui para descarregar o cartaz em pdf.
Clica aqui para descarregar o cartaz em pdf.

Programação em parceria com:
permaculture association

Entrar em Transição

A Moving Cause foi convidada a dinamizar uma oficina de recapacitação no seminário internacional Porto, Cidade em Transição, sob o mote “Semear Alternativas – experiências facilitadoras de (trans)acções” .

O desafio que nos foi lançado pela rede de Iniciativas de Transição junta o projecto AMEP, a rede ECOSOL do Porto e o movimento Covilhã em Transição. Em diálogo com estes projectos, vamos partilhar a nossa experiência de dinamização do grupo de “prossumidores” AMEP e explicar como pode funcionar uma Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade baseada na troca semanal de alimentos usando uma moeda social.

Através do Boletim “Folha de Couve é possível acompanhar trimestralmente notícias da “Plataforma das Iniciativas de Transição em Portugal”.

O caminho para preparar as sementes necessárias para fortalecer o empoderamento do indivíduo, fomentar a fraternidade e os valores comunitários através da criação de trocas de saberes, produtos e serviços e experiências com moedas sociais/solidárias/alternativas.

Esperamos assim inspirar outras pessoas ou grupos com vontade de replicar o modelo que criamos, e também aprender em conjunto sobre formas de tornar a nossa comunidade mais resiliente.

Rumo à abundância frugal

Produtos e pagamentos
Arranque da AMEP / Moving Cause – Espaço Compasso, Novembro de 2014.

A acção desenrola-se à volta de uma mesa. Sobre a toalha florida estão dispostos frascos de paté e iogurte caseiro. Alguém por gentileza deixa ficar um saco de malaguetas sino-de-natal. Outro traz uma amostra de cogumelos pleurotus conservados em azeite. As marmitas já foram confeccionadas, mas ainda estão lá atrás, na Ecozinha, a ser embaladas pela mesma pessoa que tem espalhado pezinhos de alface e acelga pelo Espaço Compasso, como viveiro, petisco ou decoração.

Num final de tarde outonal, vão-se cruzando à volta da mesa as 15 pessoas que formam o grupo inicial da AMEP – Associação Pela Manutenção da Economia de Proximidade – uma rede pioneira de consumo e produção de bens alimentares que tem uma característica invulgar: os produtos que ali se vendem – e compram – são pagos numa moeda alternativa (e muito poucos euros).

No ciclo experimental da AMEP que arrancou no passado dia 26 de Novembro, 9 produtos foram colocados à disposição do grupo pela mão de 7 destemidas produtoras que responderam ao desafio lançado pela associação Moving Cause: vender as suas iguarias em troca da moeda ecosol.

Iogurtes bio, marmitas vegan, patés & molhos, marmelada, bolachas, kombucha, sabonetes e cremes artesanais – toda uma panóplia de belíssimos objectos comestíveis (ou esfregáveis) que ao longo de 4 semanas irão chegar aos braços (sem chegar aos bolsos) de quem participa nesta primeira experiência AMEP.

O espaço abre-se ao acaso de tudo o que pode surgir quando somos confrontados com a nossa própria inutilidade.

A AMEP é uma provocação ao tipo passivo. A AMEP deseja espalhar a semente do “prossumidor” – que não se confunda com aquele que sume! – e convida cada consumidor a ser um nó activo, produtivo e fértil desta rede de resiliência. A AMEP é a função performativa do alimento enquanto motor para a mobilização de uma utopia concreta. O desejo é tão só construir uma sociedade de abundância frugal¹. Começamos no nosso ninho, começamos no nosso prato, começamos a cuidar da terra – já estamos a lavrar os sonhos. Chegará o tempo das hortícolas carnudas.

O ciclo experimental da AMEP continua até ao dia 17 de Dezembro, todas as quartas-feiras das 18:30 às 19:30 no Espaço Compasso. E depois… continua!

Sabões artesanais. Produtora: Luísa Carvalho
Produtos disponíveis na segunda semana: iogurtes, marmelada, marmitas, patés, kombucha, cremes e sabões artesanais (na foto).  Embalados com tecidos coloridos de algodão, os sabões da Luísa Carvalho são feitos com azeite e óleo de coco e salpicados aleatoriamente de ervas, sementes, argilas e cheiros naturais. Preço: 1,5 ecos.

Resumo do 1º ciclo AMEP
26 de Novembro a 17 de Dezembro de 2014

10 consumidoras + 5 consumidores
7 produtoras
9 produtos
– iogurtes bio, marmitas vegan, patés & molhos, marmelada, bolachas, kombucha, sabonetes e cremes artesanais –
Volume de transacções:
167,9 ecos + 27 euros

¹"Abundância frugal: receita anticrise"
Entrevista com Serge Latouche no website do Instituto Humanitas UNISINOS.

Mobilizamos utopias concretas