doc PALMAS | Maus Hábitos

Esta semana o documentário “PALMAS” está em digressão por Portugal!

Trazido pela mão da própria realizadora, Edlisa B. Peixoto, o filme conta a história de uma comunidade no estado do Ceará que encontrou, na criação de uma moeda local, uma solução alternativa para a resolução dos seus problemas sócio-económicos. PALMAS é também o nome do Primeiro Banco Comunitário do Brasil.

No Porto, a projecção do documentário, seguida de debate com a realizadora, acontece no Maus Hábitos, na próxima sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, às 21:00.

Projeção do documentário “PALMAS” e conversa com a realizadora Edlisa Barbosa Peixoto. Maus Hábitos | 26/02 | 21:00
Projeção do documentário “PALMAS” e conversa com a realizadora Edlisa Barbosa Peixoto. Maus Hábitos | 26/02 | 21:00

A passagem do filme e da realizadora por sete cidades de Portugal é organizada pela Plataforma Finanças Éticas e Solidárias e pelo Fórum Cidadania&Território. A primeira sessão tomou lugar em Faro, no II Fórum de Finanças Éticas e Solidárias, onde Edlisa Peixoto participou também numa mesa redonda dedicada aos “Novos imaginários económicos” e às moedas sociais.

No Porto, o evento está integrado no ciclo de cinema/vídeo Alternadores, e conta com o apoio da associação Moving Cause, da ECOSOL / Movimento pela Economia Solidária, do Cidade+ e da Rádio Manobras.

O que está em jogo quando alguém decide mudar seu destino?

O que é o dinheiro? O que é riqueza e pobreza? E se o que você sabe sobre dinheiro não for verdade?

“PALMAS” (2014, Brasil, 62 min)
“PALMAS” (2014, Brasil, 62 min)

Na Década de 70, movido por interesses de especulação imobiliária, a Prefeitura de Fortaleza, desapropriou mil e quinhentas famílias das suas casas na zona costeira de Fortaleza. Essas famílias foram transferidas para um local a mais de vinte km do seu local de origem, sem a mínima infraestrutura de moradia e iniciaram um intenso movimento de reivindicações e lutas.

Essa seria mais uma história entre tantas que acontecem pelo Brasil e pelo mundo, não fosse o facto dessa comunidade ter conseguido não só transformar-se de favela a bairro estruturado, mas também criar o seu próprio dinheiro: o PALMAS e um Banco! O primeiro banco Popular do Brasil; o Banco Palmas. Além da PALMATECNOLOGIA, que está agora a ser multiplicada pelo Governo Federal em mais de 100 municípios brasileiros e exportada para o mundo. São eles que contam essa historia!

O filme documental de 62 minutos gravado em alta resolução, resulta de um projeto de pesquisa, elaboração de roteiro e busca incessante nestes nove anos de um formato que fugisse de enfoques jornalístico, complacente ou exótico. É um filme sem ditame de estudiosos. Uma história contada por seus protagonistas, pela comunidade que, todavia segue afinando seus instrumentos de desenvolvimento.

Este filme foi realizado de forma independente a partir de prémio recebido pela diretora Edlisa B. Peixoto pelo XI Edital Ceara de Cinema e Vídeo da Secretaria da Cultura do Estado do Ceara /Brasil.

Ser Educação: Relatório

ser educação 2015 soajo

Bom ano!

Gostávamos de celebrar convosco a conclusão do Encontro Ser EducAção de 2015!

Conseguimos ainda antes do final do ano receber o apoio angariado que faltava e desta forma pudemos fechar o orçamento transparente que partilhamos agora!

Cobrimos as despesas de deslocação e alimentação dos dinamizadores, pagamos espaços, logísticas e serviços. A alimentação dos voluntários também foi coberta. Relativamente aos elementos da organização, conseguimos garantir parte do valor das deslocações, alimentação e dedicação demonstrada. O excedente angariado reverteu para o projeto Terra das Crianças do Soajo.

Espreitem o orçamento para informações mais detalhadas! 
→ Relatório Transparência_Ser Educação_2015.pdf

Conseguimos estes resultados graças à contribuição de todos: da equipa da organização, do conjunto de dinamizadores e voluntários e todas as pessoas que participaram neste Encontro. A todos e todas um grande bem-haja!

Novidades para 2016:

O Ser EducAçao continua ativo. Na última semana do ano estivemos juntos a sonhar e a planear os próximos passos a dar para a celebração do próximo Encontro!! Vamos continuar a sonhar com vários grupos da comunidade local e com todos os que sentirem o apelo de se juntar. Não vão faltar oportunidades para virem ao Soajo:

30/31 Jan e 27/28 Fev
Permacultura na Educação
com Joana Costa e Filipa Leite
Inscrições | evento no Facebook

2/3 e 9/10 de Abril
Recreio: espaço lúdico de aprendizagem e de prazer
com Casa das Brincadeiras em Construção

23, 24 e 25 de Abril
Retiro de Comunicação Autêntica
Inspirado no Mindfulness e na Comunicação Não-Violenta
com projeto Oxigénio

14, 15 e 28, 29 de Maio
Pedagogia Montessori no dia-a-dia
com Joana Rebelo

2, 3 e 4 Setembro
II Encontro Ser EducAção
Local: Soajo :: Arcos de Valdevez

Inscrições e Informações:
https://www.movingcause.org
sereducacao@gmail.com

AMAP: Comunicado à imprensa

amap portugal

Serralves acolhe encontro pioneiro pela agricultura de proximidade

Reinventar a relação entre consumidores e produtores através da criação de “sistemas alimentares socialmente responsáveis, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis” – eis o desafio lançado pelo 1º Encontro Nacional das Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (AMAP), que vai juntar em Serralves, no próximo domingo (29/11), uma centena de agricultores, consumidores e redes de distribuição de todo o país, bem como investigadores académicos, organizações da sociedade civil e entidades públicas.

O objectivo é criar uma dinâmica de âmbito nacional para promover, desenvolver e implementar o modelo socioeconómico das AMAP (também conhecido pela sigla em inglês, CSA – Community Supported Agriculture), que assenta numa “parceria direta, baseada na relação humana, entre um grupo de consumidores e um ou mais produtores, onde os riscos, responsabilidades e recompensas inerentes à atividade agrícola são partilhados entre todos, através de um compromisso de longo prazo.”

Estarão presentes actores-chave do sector da agricultura em Portugal, como a Rede Rural Nacional, e também vários grupos dedicados à soberania alimentar, como a “Comunidade de Suporte à Agricultura” dinamizada pelo Projecto 270 em Pinhal Novo, a cooperativa Coolabora, da Covilhã, ou a Associação pela Manutenção da Economia de Proximidade do Porto, que usa uma moeda social para a produção, distribuição e consumo de produtos alimentares. Haverá ainda um painel dedicado a ferramentas que apoiam a agricultura de proximidade, com a apresentação da plataforma Prove – Promover e Vender, e do Portal Nacional de Mercados Eletrónicos de Proximidade (PNMEP), que será lançado em Março de 2016 pela Oikos.

Para introduzir o conceito das AMAP, a primeira intervenção cabe a Samuel Thirion, um dos fundadores da URGENCI, a rede internacional de agricultura apoiada pela comunidade sedeada em França, onde já existem cerca de duas mil iniciativas AMAP, abarcando mais de 300.000 consumidores e produtores.

O mote para a organização deste 1º Encontro Nacional surgiu com a participação da associação Moving Cause no Congresso de Economia Solidária e Transformação em Berlim, em Setembro de 2015, a convite da URGENCI, onde foi escrita colectivamente uma Carta Europeia de Princípios para as AMAP. Este documento será analisado pelos participantes durante a tarde, através de uma dinâmica de trabalho colaborativo que pretende interpretá-lo à luz da realidade local, lançando assim as sementes para a criação de uma Rede Nacional de AMAP.

o som é a enxada - radio manobras
O 1º Encontro Nacional das AMAP é organizado pela associação Moving Cause em parceria com o Serviço Educativo do Parque de Serralves e com o apoio da Urgenci. A cobertura do evento fica a cargo da Rádio Manobras, que fará a transmissão em directo durante a manhã e ao final da tarde. O encontro conta ainda com o patrocínio do Cantinho das Aromáticas, da Agrinemus e do Pão Nosso, e com uma intervençao da Aiai – Ateliers de Iniciativas Artísticas Itinerantes.

Mais informação:
www.movingcause.org | amap@movingcause.org | 919023458 – 938305344

PROGRAMA | 1º ENCONTRO NACIONAL DAS AMAP

Domingo, 29 de Novembro de 2015 | Serralves, Porto

08h30-09h30 | Check-in

09h30-09h45 | Abertura

PRIMEIRO PAINEL: AMAP INTERNACIONAL / Biblioteca do Museu

09h45-10h00 | Apresentação do conceito: O que é uma AMAP/CSA?

                          Samuel Thirion – Fundador da Urgenci (http://urgenci.net)

10h00-10h15 | Declaração Europeia e o encontro de Berlim

                         Pedro Rocha – Moving Cause (https://movingcause.org)

10h15-10h30 | Debate

10h30-10h45 | Intervalo

SEGUNDO PAINEL: AMAP EM PORTUGAL / Biblioteca do Museu

11h00-11h15 | Criar e gerir uma AMAP/CSA

                        Maria Pires e Marta Pinto – AMAP Porto

11h15-11h30 | Carta de Princípios e Rede Nacional – como fazê-la?

                        Pedro Rocha – Moving Cause

11h30-12h00 | A voz dos produtores: experiências AMAP/CSA

                        ChuchuBio – Famalicão (http://www.chuchubio.com)

                        Nuno Oliveira – Guimarães

                        BOA Comunidade Colaborativa – Lisboa (http://boacolaborativa.org/)

                        Projecto 270 – Pinhal Novo (http://projecto270.net/)

                        AMEP – Porto

12h00-12h30 | Debate

TERCEIRO PAINEL  / Biblioteca do Museu

12h30-13h00 | Apresentação do PROVE – Promover e Vender (http://www.prove.com.pt) e do PNMEP – Portal Nacional de Mercados Eletrónicos de Proximidade

13h00-14h00 | Almoço / Quinta Pedagógica de Serralves

DINÂMICA “WORLD CAFÉ” / Quinta Pedagógica de Serralves

14h30-16h30 |  Declaração Europeia, Carta de Princípios e Rede Nacional

                        Mesa 1: Declaração Europeia das AMAP/CSA

                        Mesa 2: Carta de Princípios Nacional

                        Mesa 3: Criação de uma Rede Nacional

16h30-17h00 | Intervalo

17h00-18h00 | Conclusões da dinâmica “World Café” / Biblioteca do Museu

18h00-18h30 | Encerramento

Boletim de Prossumidores

O Verão de São Martinho e a chegada da última semana do sétimo ciclo AMEP, dão-nos um bom pretexto para reunir consumidores e produtores à volta das castanhas. Nesta quarta-feira, vamos fazer um balanço daquilo que já concretizamos e avançar com os próximos passos da Associação para a Manutenção da Economia de Proximidade. A reunião-magusto está marcada para o dia 11 de Novembro às 18:30 no Espaço Compasso.

Foto: Telma Feio / Biscoito
Grupo de trocas de Aveiro. Foto: Telma Feio / Biscoito

Recebemos um postal de Aveiro!

As sementes da AMEP e da moeda ECOSOL do Porto começam a lançar raízes na terra da ria e do sal. O grupo de Economia do movimento Aveiro em Transição  lançou um projecto-piloto que promove as trocas solidárias entre produtores e consumidores. Leiam a mensagem que nos enviou a Anaís Creoulo:

Na sequência do encontro que promovemos sobre redes de trocas solidárias (no dia 18 de Julho), algumas pessoas manifestaram interesse em criar uma rede de prossumidores em Aveiro (inspirada na AMEP do Porto e na moeda Ecosol Porto).

Após algumas reuniões, lançamos um projeto-piloto no início de Outubro. Reunimos durante três sábados, de forma quinzenal, onde trocamos sobretudo produtos alimentares mas em proporção superior sorrisos, experiências e, nalguns casos, sonhos! Os dois últimos encontros tiveram lugar no biscoito que gentilmente cedeu-nos o seu espaço.

Pautamo-nos pela confiança, consciência social e ambiental.

Porque esta rede é DAS pessoas e PARA as pessoas que nela participam, durante este mês voltaremos a reunir desta vez para trocar IDEIAS em jeito de balanço.

Obrigada à AMEP do Porto, em particular à Sara Moreira e ao Pedro Miguel Portela, cuja ajuda foi fundamental na parte da organização.

Obrigada à Telma Feio e Lara Teang pela cedência do espaço.

"Coding for social impact", uma iniciativa da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software do curso de Engenharia Informática e Computação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
“Coding for social impact”, uma iniciativa da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Durante este semestre estamos a acompanhar um grupo de estudantes do curso de Engenharia Informática que está a desenvolver uma plataforma web para a AMEP. O desafio é “criar código para o impacto social” e foi lançado pelo Professor Ademar Aguiar da disciplina de Laboratório de Desenvolvimento de Software. Esperamos que a ferramenta permita tornar o processo de coordenação da AMEP mais eficiente, e que nos ajude a replicar o modelo pelo mundo fora!


 

AMEP: PRÓXIMAS PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS

9 de Novembro |  15:00 | ALPE – Agência Local em Prol do Emprego
Apresentação do conceito da AMEP em Santa Maria da Feira – Pedro Rocha

11 de Novembro | 18:30 | Espaço Compasso
Magusto, balanço e preparação do próximo ciclo AMEP. Todos os prossumidores são bem-vindos! Há jantar por marcação (email para amep@movingcause.org).

18 de Novembro | 15:30 | Faculdade de Letras / UP
Apresentação da AMEP numa aula sobre “Inclusão, sustentabilidade e economia social” do mestrado em Sociologia, juntamente com a ECOSOL, a Quinta da Mitra e a ÀPraça, a convite da Professora Cristina Parente.

28 de Novembro | 14:00 | Centro Comercial de Cedofeita
Participação no Zine Fest PT com a primeira edição da zine da AMEP.

29 de Novembro | 09:00 | Serralves
1º Encontro Nacional das AMAPs. Já te inscreveste? 🙂

zine-amep

Formação: Pedagogia da Autonomia

CICLO de FORMAÇÃO | Ser EducAção
Metodologia de Trabalho de Projeto: Pedagogia da Autonomia
DESTINATÁRIOS: Professores, e todos os interessados em Educação
CARGA HORÁRIA: 22h
LOCAL: Vila de Soajo – Arcos de Valdevez
DATAS: 21 Novembro – 10:00 – 19:00
dia 22 de Novembro – 10.00 – 13.00
dia 5 de Dezembro – 10.00 – 19:00
dia 6 de Dezembro – 10.00 – 13.00
INSCRIÇÕES AQUI!

ilustração ser educaçãoO Ser EducAção promove esta formação teórico-prática em Metodologia de Trabalho de Projeto, com a intenção de renovar as práticas na sala de aula, recorrendo a metodologias que promovam a motivação, a autonomia, a cooperação, a resolução de problemas e o desenvolvimento integral dos alunos e comunidade educativa.

OBJETIVOS

  • Compreender quais os contributos da metodologia de trabalho de projeto (MTP) no processo de ensino e aprendizagem;
  • Compreender o papel da criança, o papel do adulto/educador e da organização do ambiente educativo na MTP.
  • Considerar a importância da interdisciplinaridade e da articulação dos conhecimentos, sem uma rigidez na ordem e forma de compreensão pelos alunos.
  • Compreender a importância do trabalho em equipa como uma proposta entusiasta de ação.
  • Desenvolver competências enquanto professor facilitador (orientador educativo) que possibilitem uma melhoria progressiva da sua autonomia e ampliação da sua competência no ensino.
  • Saber criar ambientes e/ou espaços escolares abrindo possibilidades para uma aprendizagem autónoma e responsável.
  • Desenvolver competências de planificação de atividades, objetivos, estratégias e avaliação seguindo a MTP.
  • Compreender a importância do envolvimento da família e comunidade para um projeto educativo de sucesso.

FORMADORA
Maria de Fátima Macedo Alves

Com habilitação para a docência do Ensino Básico -Curso de Professores do Ensino Básico 2.º Ciclo na variante de Educação Visual e Tecnológica, pela ESEF
Pós graduação em Teorias da Arte, pela U L – Faculdade de Belas Artes.
Pós graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares, pela ESEIG – Politécnico do Porto
Professora do Ensino Superior na Escola Superior de Educação de Fafe (1999-2003)
Professora de EVT e 1º ciclo nas escolas de Ensino Público (1999-2015)
Formação e prática na área do teatro para a infância, artes circenses, teatro de rua, conto e dramatização de histórias.
Organização de seminários e orientação de ateliês na área do design, pintura, desenho, azulejaria, desenho e cerâmica.
Detentora de várias formações integradas no plano de formação contínua de professores.
Gerente associativa em Associações de Educação pelas Artes.
Dinamizadora na Comunidade de Aprendizagem Gomos da Tangerina.

INSCRIÇÕES
Entrada por Donativo Consciente:
Queremos que esta formação seja acessível a todos os que queiram participar. Acreditamos que com a contribuição consciente de todos, conseguiremos cobrir todos os custos envolvidos na dinamização desta Formação. Os excedentes angariados reverterão a favor do projeto de Comunidade de Aprendizagem desenvolvido na EB1 do Soajo. Todos os participantes terão acesso a Relatório de Transparência, com orçamento previsto e distribuição de donativos. Agradecemos desde já a contribuição de todos.

MAIS INFORMAÇÕES
sereducação@movingcause.org

INSCRIÇÕES
Através do website eventbrite (clique aqui!).

Afinal outra educação é possível

Foto: Patrícia Neto
Foto: Patrícia Neto

Afinal outra educação é possível
Famílias, Crianças e Educadores/as Aprendem sobre Educação
Escrito por Eunice Macedo & Sofia Santos (English version: After all there is hope)

O evento Ser EducAção teve lugar nos dias 4, 5 e 6 de Setembro na pequena vila do Soajo, Gerês, no interior norte de Portugal. Participaram jovens pais e mães com as suas crianças, e jovens – e não tão jovens – educadores/as com interesse numa educação alternativa.

O encontro teve por objetivos refletir acerca de ‘como ser’, educar e agir na educação no sentido de providenciar – ou ser parte de – uma aprendizagem significativa. Destacamos da brochura do evento as intenções expressas de promover uma educação holística, participativa e sustentável; reforçar as redes entre famílias, educadores/as, crianças, projetos, residentes, serviços e organizações da comunidade na região norte de Portugal; contribuir para a criação de uma comunidade de aprendizagem no Soajo; dar visibilidade aos costumes da vila e ao seu desenvolvimento local. Estes objetivos surgiam de par com a oportunidade de explorar a natureza grotesca da região e de tirar partido de um fim-de-semana libertador, com lugar para a tomada de consciência e a inspiração (sereducacao.eventbrite.pt).

Design: Nuria Barreiras
Design: Nuria Barreiras

O ambiente era alegre e os debates tudo menos aborrecidos. Crianças e adultos brincavam por ali. Não havia gritaria nem necessidade de medidas disciplinadoras para manter as crianças sossegadas. Elas estavam a também divertir-se. Encontros informais e grupos de discussão, círculos de partilha e apresentações de projetos eram combinados com tempo para brincar e fazer caminhadas. Oficinas acerca de formas de aprender que apelam às emoções e ao corpo como um todo, como sensor integral para a aprendizagem, deram um toque particular ao evento.

Indo além do foco na transmissão de conteúdos definidos centralmente pelo sistema educativo nacional, na linha das orientações europeias, estas atividades provaram ser extremamente bem-sucedidas. Pessoas diversas com interesses diversos enriqueceram o evento fazendo parte do debate e defendendo as suas próprias experiências e crenças acerca da educação, vista como parte integrante da vida.

Sessão sobre Educação Libertária. Foto: Sara Moreira
Sessão sobre Educação Libertária. Foto: Sara Moreira

Algumas das pessoas presentes foram entrevistadas por duas investigadoras, convidadas para observar, ouvir, participar nas sessões e falar com as pessoas, no sentido de compreender e analisar as suas visões e expectativas. Na tensão entre a educação “que temos” e a educação “que queremos”, as principais preocupações expressas pelas pessoas entrevistadas relacionam-se com a existência de uma educação centrada no adulto que é surda e muda em relação à vida e às pessoas. A reclamação de uma educação holística baseada na participação na tomada de decisão, liberdade, realização pessoal e o amor pelas outras pessoas e pela mãe Terra foi a que se tornou mais evidente perante os nossos olhos.

Somos surpreendidas pelo olhar questionador das pessoas locais, sentadas no café central da aldeia. Quem são estes estranhos/estrangeiros? O que fazem aqui? Parecem ser as perguntas que os seus rostos levantam. Após algum tempo, talvez seduzidos pelas crianças estranhas e felizes e pelas oficinas centradas em tradições locais como tecer – com que as mulheres locais levaram participantes de fora da terra a por as mãos na aprendizagem – a distância entre locais e visitantes foi sendo reduzida. Parece ainda haver um mundo inteiro entre estes dois mundos diferentes que parecem viver o séc. XXI a velocidades distintas.

Fiadeiras. Foto: Sara Moreira
Fiadeiras. Foto: Sara Moreira

Promovido pela Associação Moving Cause e pelo Projeto Manta do Gato, este evento envolveu um leque amplo de entidades como o Projeto Escola Viva da Academia José Moreira da Silva, Cooperativa dos Pedreiros, o Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e o Instituto Paulo Freire de Portugal, para referir apena um muito pequeno número. A inscrição por donativo (consciente) foi outro aspeto interessante deste encontro que queria atrair todas as pessoas e que foi construído com base na confiança.

A título de síntese podemos dizer que o evento atingiu os seus objetivos e foi mais além. Afinal, há esperança para a educação e outro mundo parece ser possível.

IMG_2007
Foto: Sara Moreira

No balanço da AMEP

Em Outubro lançamos a primeira fanzine da AMEP
Em Outubro lançamos a primeira fanzine da AMEP!

Depois do flagelo de um Verão passado sem acesso aos ovos do Nuno, ou à fruta desidratada da Vó Guida, e das longas noites a sonhar com o pão de beterraba da Joana, eis que chegou o Outono com a segunda temporada da AMEP! Desde o dia 30 de Setembro, voltamos a trazer semanalmente para a mesa do Espaço Compasso dezenas de produtos locais, éticos, orgânicos, caseiros e feitos com <3

7º Ciclo
 Duração: 7 semanas
 Início: 30 de Setembro de 2015
 Fim: 11 de Novembro de 2015
 Nº de Prossumidores: 18
 Nº de Produtos: 46

Próximo ciclo: de 18/11 a 16/12 | em preparação! 
Tens algum produto a oferecer? Escreve-nos: amep@movingcause.org
Até ao dia 06/11 estamos a aceitar produtos a incluir na tabela.
Dia de encomendas: 11/11 no Espaço Compasso às 18:30

A diversidade de produtos que esta rede de consumo, produção e distribuição de bens essenciais oferece mantém-se elevada: no 7º ciclo foram colocados à disposição 46 produtos (somente 2 menos que no ciclo anterior), incluindo pão, ovos, bolachas, hortícolas e fruta, refeições, leites vegetais, produtos de cosmética, mel e iogurtes.

amep: produtos disponiveis
Para consultar a tabela completa de produtos disponíveis no 7º ciclo, clica aqui!

Apesar da abundância frugal continuar em alta, neste ciclo participaram menos prossumidores do que nos ciclos anteriores (à excepção do primeiro): 12 produtores e 15 consumidores, perfazendo um total de 18 prossumidores (versus uma média de 22 por ciclo).

Talvez porque o ciclo começou a ser planeado cedo de mais em Setembro (quando algumas pessoas ainda estavam em férias), por falta de divulgação – ou até mesmo dificuldade de alguns membros em gerarem ECOS -, a verdade é que esta diminuição na participação se sentiu no convívio semanal, e reflecte-se também no volume total das trocas do ciclo, como se pode ver no gráfico abaixo.

Por outro lado, viu-se uma evolução positiva no equilíbrio de preços mistos em ecos e moeda convencional: quase 70% das transações deste ciclo foram feitas na moeda ECOSOL, e só menos de um terço em euros. (Até agora, só no primeiro ciclo é que se tinha conseguido uma proporção maior de utilização de ECOS, com 86%.)

Evolução do volume de transações ao longo dos ciclos AMEP
Evolução do volume de transações ao longo de todos os ciclos AMEP. Com o 7º ciclo atingiu-se um volume total de 3014 unidades monetárias transacionadas desde Novembro de 2014 (~1915 ecos + ~1100 euros).

Os balanços individuais de cada prossumidor que participou no 7º ciclo podem ser consultados através deste link.

Até à data só foram angariados 10 ecos como contribuição pelo trabalho de organização da AMEP. Desde Junho de 2015, todos os prossumidores que participam num ciclo são convidados a fazer uma contribuição livre e consciente pelo trabalho de coordenação da AMEP, com vista a tornar o esforço mais sustentável. No ciclo anterior, os 114,70 ecos angariados serviram para pagar 5 ecos/hora à equipa de coordenação, responsável pelas seguintes tarefas:

TAREFA HORAS DESCRIÇÃO
Contactos aos produtores 1 Chamada pré-ciclo à participação de produtores e contactos para a recolha da listagem de produtos, preço, quantidade e disponibilidade semanal.
Preparação das reuniões 1 Planeamento das reuniões de preparação de ciclo.
Tabela de produtos 2 Criação da tabela de produtos disponíveis para o ciclo a ser usada como base para as encomendas (em papel e/ou digital).
Folhas de encomendas / produção 5 Preparação da folha de cáculo base partilhada no GDocs e lançamento das encomendas para todos os prossumidores.
Balanços 2 Verificação dos totais a pagar por cada prossumidor e cálculo dos balanços do ciclo.
Mapas de distribuição semanal 2 Criação dos mapas de distribuição semanal com as quantidades a levantar / entregar por cada prossumidor.
Facilitação de pagamentos 4 Apoio aos consumidores nos pagamentos em ecosois e euros na 1ª semana do ciclo; pagamentos aos produtores na 2ª semana.
Comunicação 1 Emails e contactos telefónicos frequentes com os prossumidores para garantia do correcto funcionamento da AMEP.
Distribuição 8 2 horas por semana procuram-se voluntários para assegurar esta parte!
TOTAL 18 horas Valor aproximado
Contribuição ideal 180 ecos Caso se siga o valor-referência de 1 hora de trabalho = 10 ecosois

(*) o cálculo baseia-se na fase experimental em que os ciclos tinham a duração de 4 semanas.

O 8º CICLO JÁ ESTÁ EM PREPARAÇÃO! 
Tens algum produto a oferecer? Escreve-nos para amep@movingcause.org.
Até ao dia 06/11 estamos a aceitar produtos a incluir na tabela.
Dia de encomendas e reunião: 4ª feira, 11/11 no Espaço Compasso às 18:30

Desafiamos quem pretenda introduzir os seus produtos na AMEP – Associação para a Manutenção da Economia de Porximidade – a enviar-nos uma breve descrição, bem como a seguinte informação sobre a(s) sua(s) iguaria(s): quantidade (ex. frasco de 20 gr) | preço (euros e ecos) | distribuição mensal ou semanal. Todos são convidados a trazer amostras para a reunião de dia 11, para que possamos degustar, cheirar e sentir, bem como falar presencialmente sobre a sua origem e modos de produção. Bem hajam!

AMAP: 1º Encontro Nacional

amap

1º Encontro Nacional das AMAP
29 de Novembro de 2015 | 09:00 - 18:30
Parceria:
 unnamed
Serviço Educativo/Parque de Serralves
Mais info: AMAP | URGENCI | Serralves
INSCRIÇÕES ABAIXO!

A associação Moving Cause convida consumidores, produtores e colectivos de todo o país a participar no primeiro Encontro Nacional das AMAP – Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (ou CSA em inglês, Community Supported Agriculture).

A convite da rede internacional de agricultura apoiada pela comunidade, URGENCI, em Setembro participamos no Encontro Europeu para as AMAP em Berlim, no âmbito do Congresso de Economia Solidária e Transformação, onde foi foi escrita colectivamente uma Carta Europeia de Princípios para as AMAPs.

Em Portugal este modelo alternativo de relação entre consumidores e produtor é ainda desconhecido do público, mas alguns novos produtores, assim como redes, organizações e colectivos demonstraram já grande interesse no desenvolvimento deste conceito.

Com este encontro lançamos o desafio para a criação de uma dinâmica de âmbito nacional com o objectivo de promover, desenvolver e implementar o modelo das AMAP em Portugal.

Segundo a nova definição, AMAP/CSA define-se por:

“uma parceria direta, baseada na relação humana entre o grupo de consumidores e um ou mais produtores, onde os riscos, responsabilidades e recompensas da produção agrícola são partilhadas, através do estabelecimento de uma ligação de longa duração.”

Objectivos do encontro

  1. Apresentação do modelo sócio-económico AMAP – nova relação entre produtor e consumidores
  2. Apresentação e discussão da Declaração Europeia para as AMAP
  3. Apresentação de Metodologia para a criação de grupos de consumidores AMAP
  4. Lançamento das bases para a criação da rede nacional das AMAP
  5. Conhecer outras iniciativas e experiências no pais

PROGRAMA

08h30-09h30 | Check-in 

09h30-09h45 | Abertura

PRIMEIRO PAINEL: AMAP INTERNACIONAL / Biblioteca do Museu

09h45-10h00 | Apresentação do conceito: O que é uma AMAP/CSA?
                           Samuel Thirion – Fundador da Urgenci

10h00-10h15 | Declaração Europeia e o encontro de Berlim
                          Pedro Rocha – Moving Cause

10h15-10h30 | Debate

10h30-10h45 | Intervalo

SEGUNDO PAINEL: AMAP EM PORTUGAL / Biblioteca do Museu

11h00-11h15 | Criar e gerir uma AMAP/CSA
                         Maria Pires – AMAP Porto
                         Marta Pinto – AMAP Porto

11h15-11h30 | Carta de Princípios e Rede Nacional – como fazê-la?
                         Pedro Rocha – Moving Cause

11h30-12h00 | Experiência AMAP/CSA
                         ChuchuBio – Famalicão
                         Nuno Oliveira – Guimarães
                         BOA Comunidade Colaborativa – Lisboa
                         Projecto 270 – Pinhal Novo
                         AMEP – Porto 

12h00-12h30 | Debate

TERCEIRO PAINEL  / Biblioteca do Museu

12h30-13h00 | Apresentação do PROVE – Promover e Vender
                         Apresentação PNMEP
– Portal Nacional de Mercados Eletrónicos de Proximidade

13h00-14h00 | Almoço / Quinta Pedagógica de Serralves

DINÂMICA WORLD CAFÉ  / Quinta Pedagógica de Serralves

14h30-16h30 | World Café: Declaração Europeia e Carta de Princípios

                         Mesa 1: Declaração Europeia das AMAP/CSA
                         Mesa 2: Carta de Princípios Nacional
                         Mesa 3: Criar a Rede Nacional

16h30-17h00 | Intervalo

17h00-18h00 | Conclusões World Café   / Biblioteca do Museu

18h00-18h30 | Encerramento

Inscrição
A CARREGAR…
Condições:

  1. Número de participantes limitado a 40 100 pessoas;
  2. Evento gratuito à excepção do almoço;
  3. Almoço: € 7,50 (inclui sopa, prato e peça de fruta)

Contactos:

mail: amap@movingcause.org

tlmv: 919023458

“Roots to Resistance”

Exposição ROOTS TO RESISTANCE, Denise Beaudet (E.U.A) - Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas / Festival Feminista do Porto
Exposição ROOTS TO RESISTANCE, Denise Beaudet (E.U.A) – Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas / Festival Feminista do Porto
Exposição "Roots to Resistance", Denise Beaudet (E.U.A)
Retratos e Lutas de 12 Mulheres Activistas
// 07 a 31 de Outubro de 2015
// Espaço Compasso, Porto
Integrada no Festival Feminista do Porto.
INAUGURAÇÃO: 07/10 | 19:30 | Espaço Compasso
com PICNIC + DJ FAROFA (brevemente: reservas para jantar)

ROOTS TO RESISTANCE (Raízes para a Resistência) é um projecto de Arte pública e Activismo global que apoia o trabalho de mulheres activistas de vários pontos do mundo.

Criada pela artista norte-americana Denise Beaudet, esta campanha global de disseminação de posters e postais dá voz a 12 mulheres de 5 continentes e às suas causas, e pretende estabelecer alianças internacionais e locais de solidariedade com Lutas de Mulheres de várias Comunidades do Mundo.

No âmbito do Festival Feminista do Porto, a associação Moving Cause traz a exposição ROOTS TO RESISTANCE ao Espaço Compasso, com retratos de mulheres cujo fôlego de vida é/foi dedicado à construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico. São vozes de jornalistas, activistas, pacifistas, feministas, militantes pioneiras na consciencialização sobre os direitos ancestrais à Terra, a soberania alimentar, a violência sexual e os direitos da mulher e do homem.

Territórios representados em ROOTS TO RESISTANCE:
Afeganistão, Austrália, Birmânia, Estados Unidos da América, Holanda, Índia, México, Palestina, Quénia, República Democrática do Congo, Síria e Tchechénia.

Nota biográfica da artista:
https://www.facebook.com/rootstoresistance/info?tab=page_info

Links do projecto ROOTS2RESISTANCE:
http://www.denisebeaudet.com/
https://www.facebook.com/rootstoresistance?fref=ts

Sobre o Festival Feminista:
https://festivalfeminista.wordpress.com/
https://www.facebook.com/festfeminista.porto

Dicas da Horta

Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.
Primeiro cabaz da época 2015/16, directamente da Horta da Partilha (pela mão das agricultoras que posam para a foto) para a cozinha da Cuka (no meio) no Espaço Compasso. O negócio foi fechado usando exclusivamente a moeda Ecosol Porto.

Caros amantes das hortas, jardins e afins,

Iniciamos este Setembro uma secção dedicada aos trabalhos das enxadas e das sementes.

No seguimento da dinâmica que tem marcado os trabalhos na horta da AMEP, queremos partilhar as informações que recolhemos e aplicamos nas nossas actividades!

O tipo de agricultura que desenvolvemos é baseado numa mescla de vários filosofias agricolas: natural, biodinâmica, biológica, convencional sem químicos e outros que tais, e em modo de permacultura. Aprendemos com todos os modos de produção, tendo sempre em mente: cuidar das pessoas, cuidar da terra e a partilha justa dos recursos!

Que esta informação vos seja útil!

SEMEAR

  • ao ar livre e em local definitivo: agrião, cenoura, chicória, coentros, courgette, couve-flor, ervilha, espinafre, feijão, grelo / nabiça, nabo, mostarda, lentilha, rabanete, rábano, rucola, repolho, salsa e segurelha
  • em sementeiras (canteiros): acelga, alface, alho-francês, cebola, cebolinho, cenoura e tomate

Alertamos para o trabalho das sementeiras! Trata-se de uma actividade que requer atenção, dedicação, tempo e tudo o que tivermos para dar. Devemos encarar o local de sementeira (em local definitivo, mas principalmente, nas estufas) tal qual uma maternidade 🙂

PLANTAR

  • morangueiros, couve-penca, couve-galega, couve-flor

Podes encontrar pequenas mudas, prontas para transplantar, em feiras, hortos, cooperativas agrícolas, entre outros estabelecimentos.

COLHER

  • feijão e cebolas maiores

RESERVAR

  • sementes das cebolas maiores

Atenção! Para conservares as sementes lembra-te que a humidade é um factor muito importante. Reserva-as em local fresco e seco, sem contacto com água ou humidade. Caso contrário, é bem provável que apodreçam e percam a sua capacidade germinativa!

Esperamos nós que em Setembro possamos ter “Sol na eira e chuva no nabal”!!

Saudações!